domingo, 20 de Julho de 2014

Os professores que vigiarem a PAC podem ser...

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... HIPOCRITAS, porque se esqueceram da sua ex-condição de contratados, ainda que há muito tempo;

... VENDIDOS, porque ao vigiarem estão há espera de algo indigno há custa dos mais fracos;

... COBARDES, porque é preciso dizer não, basta de humilhação, nem que seja dos colegas contratados;

... INSANES, porque estarão a colaborar num processo ele próprio senil;

... MEDROSOS, porque tudo o que seja ordem de serviço acham que é para cumprir, mesmo que seja para para humilhar os colegas;

... PIDESCOS, porque vão vigiar algo  pelo poder efémero e não pela autoridade da razão;

... PILATOS, porque vão lavar as mãos na água suja da indignidade;

... PROVINCIANOS, porque se vão deixar enganar pelas promessas de qualidade no ensino com esta PAC ou outra qualquer que inventem;

... LAMBE-BOTAS junto das direções escolares, para obterem mais aquele bocadinho que lhes falta;

... UMBIGUISTAS pois tudo o que não lhes toque pode ser;

... CEGOS, ou outra coisa qualquer, que pelo menos os deixe míopes na sua ténue consciência de cidadãos obedientes;

... BESTAS, porque essas são mandadas para a frente com a cenoura da bandalhice;

... CANALHAS, porque vigiar uma prova para tramar a dignidade de quem faz a prova e de quem não a faz mas está solidário com as vítimas, é de facto uma canalhice de todo o tamanho;

... UM DOS INCRÍVEIS 120 MIL que estiveram em Lisboa em luta contra a avaliação de professores e que desgraçadamente se esquece do que os moveu na altura, porque agora não lhes toca!


ESTA PROVA È UM ERRO na sua essência, mas tem uma virtude, só uma:

- VAI POR A NÚ QUEM É QUEM!








sexta-feira, 18 de Julho de 2014

PAC - O desprezo por uma classe ou um golpe de política rasteira

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Mais uma tentativa de humilhação que poderia custar caro a Crato, seus seguidores e ao governo em ruínas de Passos, se...

Uma mera distração, planeada ao serão, para atenções desviar do insucesso de políticas de algibeira que estão a levar o país para um beco sem saída a troco de uns tantos lugares no selim dourado de um FMI ou de uma OCDE, ou ainda de uma qualquer sucursal do capital sem rosto.

Os professores contratados, a massa que está à mão dos politicositos feitos à pressa numa jota qualquer e dos vendidos que a eles se juntaram e que pensam que aquela classe profissional ainda é submissa como nos tempos da outra senhora, são os condimentos achados para a panelona do costume

Enganam-se e poderiam cair por isso não fora também na classe docente existirem jotitas, vendidos e aspirantes a um lugarzito junto das direções escolares ou meramente por  lhes gostarem de fazer a vénia, em particular às das escolas escolhidas a dedo para a realização da PAC.

 São esses, os vigilantes, os pidescos,  que podem estragar o esquema aos sindicatos de professores que lá vão encenar mais uma lutazinha supostamente em favor dos professores contratados.

Enfim, o mesmo de sempre num país apenhado de uma certa miopia.

Todos distraídos, com graves dificuldades de visão... ou a fingirem que não enxergam!



quarta-feira, 2 de Julho de 2014

Judite e André - dor de mãe, a dor maior!

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A jornalista escreveu:
"Perdi o meu filho. O meu único filho. A luz que dava sentido à minha vida. O meu santo que tantas alegrias me deu. Bom filho, bom estudante, inteligente. Com uma carreira de sucesso. Não sei como vou ultrapassar esta dor. O que sei é que uma parte de mim morreu com o meu André. Interrogo-me sobre o sentido da minha vida. As minhas escolhas, a minha vida focada no trabalho, na escrita, tendo sempre presente que o meu filho era quem mais se orgulhava do que eu fiz e construí ao longo da minha vida. Fiz tudo para que nada faltasse ao meu André, mas não consegui salvar-lhe a vida. Um fracasso e uma tragédia. Estranha vida a minha! Realizada profissionalmente, dramática pessoalmente. O último ano foi penoso. Apenas existia o meu André que me dizia muitas vezes: " Mãe, não vais ficar sozinha". E eu acreditava. Acreditava. Eram palavras ditas pelo meu filho, um jovem ponderado e sensato", lê-se.




Um filho é muito do que nos move, uma enormidade nas nossas vidas...

Muita força Judite de Sousa.

Jorge Costa

terça-feira, 1 de Julho de 2014

PETIÇÃO À ASSEMBLEIA DA REPÚBLICA PELA OBRIGATORIEDADE DE ESTABELECIMENTO DE DATAS FIXAS PARA A PUBLICAÇÃO DAS DIVERSAS LISTAS DOS CONCURSOS DE PROFESSORES

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Acabo de redigir e colocar à recolha de assinaturas esta petição com o objetivo de acabarmos com a falta de respeito com que os sucessivos responsáveis pelo MEC tratam os professores em matéria de concursos.

Para: Assembleia da República 


Exma. Senhora Presidente da Assembleia da República 
Os cidadãos abaixo assinados vêm apresentar junto do Parlamento de Portugal a presente petição. 

Considerando que: 
1- Ano após ano, o Ministério da Educação e Ciência vem adotando sistematicamente a mesma postura no âmbito dos diversos concursos de professores que vem realizando, escusando-se de estabelecer e divulgar datas fixas para a publicação das diversas listas, a saber, listas provisórias de ordenação, listas de colocação e não colocação e definitivas de ordenação; 

2- Tal prática, propositadamente omissa em relação ao estabelecimento de datas fixas para a saída daquelas listas, ofende os mais elementares direitos dos cidadãos, nomeadamente o direito de ser informado acerca dos prazos e datas exatas de um processo concursal no qual se encontram envolvidos; 

3 - Este vazio, aliado à urgência de uma colocação, deixa sistematicamente, ano após ano, largos milhares de professores em suspenso e psicologicamente exaustos pela incerteza acerca do seu futuro profissional para o ano letivo seguinte; 

4 - O facto de todos os anos os professores serem sujeitos a procedimentos concursais em pleno período de gozo de férias, pautados pela incerteza gerada pela inexistência de datas fixadas para publicação das diversas listagens, agrava a sua angústia, deixando um cansaço psicológico acrescido que inevitavelmente prejudicará a sua prestação no ano letivo seguinte; 

5 - O Ministério da Educação e Ciência deve dar o exemplo de uma pessoa de bem, tratando com respeito os profissionais que tutela, devendo informá-los com rigor acerca dos prazos e datas específicas dos processos em que os envolve. 
Deve, portanto, o Ministério da Educação e Ciência, pela voz dos seus responsáveis, alterar a sua postura, tratando com respeito e consequente dignidade os professores dos quadros e os professores contratados no sentido de, justamente, dignificar a profissão docente, infelizmente tão maltratada nos últimos anos com um acentuado prejuízo coletivo invisível no curto prazo mas repleto de nefastas consequências a médio-longo prazo. 

Neste intuito, os peticionários apelam junto da Assembleia da República que delibere com o objetivo de: 
1. O MEC obrigar-se a estabelecer prazos fixos de desenvolvimento do processo no início de cada concurso de professores para as diversas fases do mesmo. Mais especificamente, estabelecer datas fixas para a divulgação das listas de ordenação provisória, definitiva e de colocação e não colocação dos candidatos; 
2. Recomendar ao MEC que, atempadamente, divulgue junto das escolas regras claras de organização do ano letivo, de forma que os concursos de professores não sofram adiamentos injustificados. 

3. O MEC organizar os diversos concursos de forma que, no mínimo, se evitem situações que resultem na necessidade de os professores terem de intervir no processo através de procedimentos a efetuar durante o período mais comum de gozo de férias, o mês de agosto. Deste modo, deverá o MEC permitir que os candidatos apresentem as opções por escolas e agrupamentos de escolas logo no momento inicial, o da apresentação dos dados de graduação. 

Os peticionários,


Se concordar pode assinar a petição em:

http://peticaopublica.com/pview.aspx?pi=PT74051



terça-feira, 10 de Junho de 2014

A politica rasca de vão de escada

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“Se os juízes do TC não aceitam a crítica, não têm condições para exercer o cargo”

A vice-presidente do PSD Teresa Leal Coelho acusa o Tribunal Constitucional de “fazer juízos de ponderação política” e de condicionar a “liberdade do legislador”. A deputada considera que o TC está obrigado a responder ao pedido de aclaração e que, no limite, está sujeito a um pedido de anulação do último acórdão.

in público

Esta mulher com m pequeníssimo diz o que os minoritários ainda desgovernantes dizem enquanto vão bocejando por tempos idos. O TC tem sido o travão de uma ditadura disfarçada de democracia, a daqueles!


Portanto, ou saem pelo próprio pé, ou caem como fruta podre.
 O curioso é vermos os juros da dívida a descerem mesmo depois do chumbo do TC.

Estas afirmações são o exato sinal de que esta comandita de ultra-liberais anda aqui para destruir o Estado Social a favor dos intentos de alguns. Trabalho feito e em procissão rumam todos para os FMIs.


O povo está sereno, porque o tempo é de colheita... o que não presta, vai fora!

sábado, 7 de Junho de 2014

A resposta do Bruno na íntegra - uma mixórdia que nos confirma o que se suspeitava: a Providência Cautelar, embora inerte, tinha por objetivo tramar mais uma vez os professores contratados!

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E por isso publico na íntegra as afirmações do próprio que nos dá uma ideia clara do que por ali vai.
Quanto a comentários insultuosos na caixa de comentários apago-os sempre que necessário. Claro que o juízo do Bruno até na linha do que escreve é de que não são insultuosos (porque lhe convém que não, ponto!).

Pela cegueira do texto que escreveu no seu blog, publico-o na integra porque o próprio texto desmascara o seu autor deixando claro as suas más intenções, que ofendem os professores contratados em geral e os que com eles estão solidários. É uma mixórdia de argumentos baseados na premissa "eu sou do quadro, cheguei primeiro, há uma lei que dá prioridade aos do quadro em relação aos que ainda não o são, etc"...

Enfim, uma mixórdia confusa que só descredibilizou quem com grande parangona correu para a comunicação social para anunciar uma ação inerte junto dos tribunais, que cairá como folhas secas porque ultrapassa todo o bom senso e está empestada de ganância desmesuradamente desfasada da realidade legislativa.

De resto não vou perder mais tempo com este senhor e seus seguidores, pois o trabalho está feito e que foi o de pôr a nu a argumentação escondida que serviu de base a esta anedota a que ousaram apelidar de "Providência Cautelar"!.

Aqui fica o textinho do Bruno na íntegra, algo confuso, mas que lá nos oferece algumas linhas emaranhadas do seu pensamento. Espero que tentem com muita paciência chegar ao fim da leitura.

"

JC (Jorge Costa) e o Salmo d'o infinito

Depois do post ("A propósito de uma Providencia Cautelar contra o Concurso Extraordinário") extremamente insultuoso em relação ao grupo de professores que são intervenientes da providência cautelar relativamente ao Concurso Externo Extraordinário (CEE), e após ter dado a minha resposta neste meu post ("Os insultos do professor Jorge Costa..."), o Jorge Costa veio dizer (tanto num comentário no blogue do Arlindo, como num comentário ao post atrás referido), que o post e os comentários nele contidos não eram uma crítica à minha pessoa nem queria ofender-me pessoalmente, mas antes defender que "a luta pelos direitos individuais, não pode significar a eliminação dos direitos dos demais" e que  quer "combater a ideia de uma classe docente superior à outra."

Para quem leu o seu post cheio de calúnias e injúrias (e quem não leu, não aconselho a leitura), e sabendo que eu sou uma das pessoas que integram esse grupo de intervenientes da Providência Cautelar (sendo até um dos que já deu o nome, a voz e a cara na defesa dessa causa), vir agora  o colega Jorge Costa dizer que não era sua intenção ofender-me é pura demagogia, é tentar colocar "paninhos quentes" depois do mal estar feito.

Chegado a este ponto, o colega Jorge Costa respondeu a cada ponto do meu post com um novo post que intitulou "Salmo MMXIV - O infinito está na bondade das intenções" (acho realmente piada ter usado as iniciais JC, num texto a que chama de "Salmo MMXIV", tentando fazer o paralelo a Jesus Cristo; mas isso sou eu que não ligo à religião Crista, exceto em muitas ideias morais que defende; outros, cristãos convictos, podem não levar isso tão leviamente). 

Como foi usado o meu nome e as minhas palavras escritas, vou responder então a esse post, com o direito de resposta que me assiste (sim, porque aqui tudo tem a ver com direitos). Não irei é "colar" o que foi escrito e a que ponto estarei a responder (até porque será numa mistura de pontos, visto que em alguns, nem foi usada qualquer argumentação), senão este post ficaria ainda mais extenso do que já é.

Antes demais, não defendo a ideia de uma classe docente superior a outra (até porque somos todos da minha classe), mas que a lei distingue, naturalmente, as pessoas pelo seu vínculo. E é só mesmo isso que deve distinguir os dois grupos de professores, contratados ou do quadro, nada mais!!!

JC acha que a vinculação dos professores contratados não deveria ser feita atrás dos efetivos, mas antes à frente destes. Pois eu acredito que a Lei Geral da Função Pública e um dos seus princípios base (que um funcionário com vínculo efetivo tem sempre prioridade sobre outro sem esse vínculo) deve ser cumprida, pelo que nunca deveria ser assim como defende.Porque é que um professor contratado há-de concorrer à frente de do quadro, sabe explicar isso? Por já terem feito muito sacrifícios? Os do quadro também os fizeram, uns até mais que alguns contratados (estou a particularizar pequenas situações, longe de mim generalizar, sabendo que tal não é o caso).

No entanto, e de forma a que NENHUM professor contratado fosse prejudicado pela Providência Cautelar, defende-se que as vagas libertadas fossem TODAS recuperadas. Isso implica que o mesmo número de professores contratados iriam vincular! Onde é que pedir tal coisa, lutar por um direito que me assiste, tentando que ninguém saia prejudicado, é insultar alguém, como referiu? 

JC diz que eu não sei o que é a vida de um contratado, dando exemplo de vários casos e situações. Antes de mais, você não me conhece nem conhece o percurso que fiz enquanto professor contratado, já que algumas das situações que fala também as vivi. 
É verdade que tal aconteceu durante poucos anos, comparativamente a milhares de colegas, mas não é por tal que não tenho o direito de falar e dar a minha opinão. Se fosse por comparação, então teria muito mais direito a isso que o JC, visto que já é do quadro há 23 anos, enquanto eu sou apenas há 5 anos, tendo vivido o que é ser professor contratado nos tempos que correm há muito pouco tempo comparativamente a si.

Para além disso, de uma forma espontânea da minha parte (talvez pela idade mais próxima com alguns ou por certos interesses em comum), sempre me juntei mais, enquanto contratado e depois no quadro, a colegas contratados, tendo os 3 primeiros anos de "efetiva" carreira morado com 2 desses colegas, fortes e grandes amigos meus, um que já correu quase Portugal todo e se encontra agora desempregado, e outro que, pelo 2º ano, teve de ir para as ilhas trabalhar, isto também depois de passar pelo desemprego. E só falo de dois casos pessoais, de pessoas próximas que conheço, conhecendo pessoalmente centenas de outros casos.
Por isso, recuso completamente a acusação de não saber o que é isso, já que, possivelmente, saberei melhor que você!

Além do mais, volta a falar nos sacrifícios feito pelos contratados, generalizando, mas esquecendo-se que o que fala não é o que acontece ou aconteceu com todos. Sabe que, e voltando a particularizar, existem muitos professores do quadro que já fizeram muitos mais sacrifícios que outros professores contratados. 
Mas tal como disse, não se deve falar nos sacrifícios que cada um fez ou não pela profissão. Há casos de professores contratados que estariam no quadro, e não os estão não apenas por comodismo (como sempre se ataca), mas porque lhes era realmente impossível deixar o sítio onde estavam, não tendo condições para tal. Por isso sempre disse que essas decisões a cada um diz respeito, e que não pode ser por aí que se deve, alguma vez, pegar.
Mas se calhar o que JC quer é que se quantifique os sacrifícios que cada um fez e depois ordenar as pessoas por esse valor obtido? Mais sacrifícios, mais hipótese de vincular... Poupe-me com mais demagogias, por favor.

E não precisa de dizer "se calhar", é mesmo verdade que apenas entrei nos quadros da função pública na altura que entrei por haver mais de uma centena de colegas do meu grupo que não concorreram para todo o país. Foram as opções que cada um tomou sabendo as consequências que advinham daí (que concorreriam, aquando concurso interno e externo, atrás dos professores do quadro). Devem ser descriminados por terem tomado essa opção? Claro que não! Devem ser agora favorecidos por isso, podendo concorrer num concurso aberto só para professores contratados? Também considero que não.

E voltando a falar da CEE deste ano, e fazendo a comparação com a do ano passado, você acha que serão os professores que fizeram mais sacrifícios que irão ter colocação neste concurso? Já no ano passado viu-se que não, este ano acontecerá o mesmo. E também não dará resposta à Diretiva comunitária (nem sequer é um remedeio), como deveria ser realmente desejado por quem sempre defendeu essa causa e tudo fez para que fosse uma realidade cá em Portugal.

Sugere JC que não estou preocupado com os professores contratados e que, sendo cumprida a Diretiva Comunitária desde 2001,  ficaria pior nas pretensões que apresento. A isso respondo que, se a Diretiva tivesse sido logo cumprida, evitaria as salgalhadas que agora acontecem. No meu caso particular, talvez não estivesse onde estou, mas saberia que era a aplicação de uma lei justa que assim o determinava.
Infelizmente, não foi o que aconteceu. 

Vinculando agora todos os professores que têm direito pela Diretiva, essa vinculação teria de ser feita de acordo com o que disse antes (princípio base da função pública). 
Ou está à espera que, QUANDO forem ganhas as queixas derivadas do não cumprimento da Diretiva, vão retirar pessoas dum quadro para colocarem lá as outras? Sabe que não poderá ser assim, e também por isso haverão avultadas indemnizações.
Também não considero que o CEE do ano passado tenha sido justo, mas não me "ouve" a dizer que esses colegas que vincularam devem perder o seu vínculo! Chama-se a isso direitos adquiridos.

JC, quando fala no vice-versa da minha frase "não é com uma injustiça que se resolve outra injustiça" (embora a palavra "vice-versa" não é a adequada para a ideia que quer transmitir), acha mesmo que concorrendo para este concurso todos os que docentes de quadro que o desejem e sendo todas as vagas libertadas recuperadas para esse concurso, existiria alguma injustiça para os professores contratados? 

Eu não me esqueço da JUSTIÇA, mas realmente para todos, sejam do quadro ou não, e muito menos me esqueço da LEI e dos DIREITOS de cada um!
É que não se pode defender a aplicação de uma lei e de um direito, e depois ir contra a defesa de outras leis e outros direitos, como faz!

Só para finalizar, JC usou uma frase já célebre " E... Por qué no te callas!". Sobre isso tenho duas coisas a dizer:
  • Não me calo porque tenho o direito e liberdade de expressão, sobretudo quando não ofendo ninguém, e apenas quero demonstrar o meu ponto de vista e as minhas opiniões. Felizmente, não sou como quem diz-se apoiante (indo em conta o subtítulo do seu blogue) a liberdade de expressão, mas logo de seguida apaga comentários lá feitos que vão contra as suas ideias, mantendo apenas aqueles que lhe são favoráveis. Perceberia se esses comentários fossem ofensivos, mas não era o caso do meu e de alguns de que ainda tive a hipótese de ler.
  • Talvez deveria seguir o exemplo de quem tornou essa frase célebre, o Rei Juan Carlos de Espanha, e abdicar do posto de defender os professores contratados. Acredito que a maioria dos professores contratados que lerem os seus últimos posts, por certo não irão rever-se nas suas palavras. Deixe agora esse trabalho para quem o tem feito de forma exemplar, a ANVPC.



Assinado: BRUNO GOMES "

sexta-feira, 6 de Junho de 2014

Salmo MMXIV - O infinito está na bondade das intenções

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Bruno do blog prof infinito afirma e defende:

Estar a lutar por um concurso interno e externo em simultâneo, havendo a recuperação de TODAS as vagas libertadas, o que implicaria sempre a vinculação do mesmo número de professores; 


JC responde:
Vinculação atrás de todos os efetivos, nos lugares que eles não quiseram! Não Bruno, obrigado, mas não! 


Acreditar que o Concurso Externo Extraordinário não resolve o problema dos professores contratados, mas antes vem trazer mais injustiças. Como já se viu em 2013, possivelmente irão vincular vários professores que muito poucos anos (ou mesmo apenas um) deram à Escola Pública, tendo a grande parte da sua graduação sido alcançada em colégios privados, ultrapassando aqueles que sempre, e durante décadas, lutaram pela qualidade da Escola Pública


JC responde: É mesmo com os colegas professores contratados que estás preocupado Bruno?! 

Defender que deveria ser aplicada a Lei Geral da Função Pública, e não criar algo que tem sido anualmente "extraordinário" (ou será antes "extraordinariamente" anual?) apenas para alguns, quem nem serão todos os que a tal mereceriam, só para tentar enganar Bruxelas

JC responde: Pois Bruno, mas se colocassem os colegas contratados onde deveriam ter ficado desde 2001 consoante foram fazendo os três anos (tal como eu defendo), acredita que talvez ficasses pior nas pretensões que apresentas!... 

Considerar que, por ter alcançado o vínculo na função pública (mesmo sabendo que pela frente estava um caminho mais ou menos penoso para percorrer), tinha uma perspetiva para o futuro e tinha criado, por isso, expetativas de concorrer em igualdade de circunstâncias com aqueles com o mesmo vínculo, e tendo apenas prioridade (existente na lei) relativamente a quem não tinha esse vínculo (ÚNICA COISA QUE DIFERENCIA OS PROFESSORES), vejo agora essas expetativas completamente defraudadas, nem sequer tendo hipótese de concorrer em igualdade de circunstâncias; 

JC responde: “expetativas de concorrer em igualdade de circunstâncias com aqueles com o mesmo vínculo, e tendo apenas prioridade (existente na lei) relativamente a quem não tinha esse vínculo”. Falas do quê, de manter os contratados sempre abaixo dos como nós efetivos? Que maldade! Quando sabes que muitos já deveriam estar nos quadros antes de ti! Isso é muito feio e mau! 

Saber inúmeros professores há muitos anos vinculados também estão em situações de precariedade, que andam de "casa às costas, sem a família, sem amigos", que encontram-se deslocados a centenas de quilómetros de suas casas e famílias, que não é o vínculo que dá a estabilidade profissional desejada, e que com este concurso extraordinário veem ainda mais diminuídas as hipóteses de poder alcançar essa estabilidade. Ou será que estes não a merecem, ou realmente pensa que tal só é vivido por quem é professor contratado?; 

JC responde: Ai Bruno, se tu tivesses passado um milésimo do que os colegas contratados passaram até aqui… Sabes, tu tiveste um salário maior do que eles e tens menos, muito menos tempo de serviço do que muitos deles. Tiveste um salário todos os dias 23 de cada mês a cair-te na conta e certinho, eles não! Tiveste emprego todos os anos sem as agruras das colocações ou não colocações anuais. Não tiveste horários de 6, 8, 12h a ganhar para pagar para trabalhar, eles sim! Não tiveste noites mal dormidas por receio de no dia 1 de setembro ires para a entrada do Centro de emprego, muitos deles, a maioria, sim caraças, sim! Não tiveste de comer o pão que o diabo amassou quando tanto precisavas de uma renovação de contrato e a Direção da tua escola te pôs fora para dar emprego aos amigos! Não te esfalfaste a trabalhar com idade avançada e sem qualquer redução por idade. Sabes o que passaram os contratados nas ofertas de escola com critérios manhosos e medições viciadas ao milímetro dos seus curriculos e as entrevistas humilhantes com respostas do tipo: "lamentamos mas não se adequa ao perfil desejado", frases estas emitidas pelas galinhas efetivas efetivamente abestalhadas pelo mísero poderzito que lhes puseram nas mãos? 
Tu não sabes isto tudo, porque se soubesses estavas calado.
 E... Por qué no te callas!

Por defender o cumprimento da Diretiva Comunitária 70/99/CE a todos que a ele têm direito, havendo de novo o real cuidado para não existirem injustiças nas vinculações; 

JC responde: Tem dó Bruno, tem dó, sabes o que significa a palavra defender sem ser até onde te convém?! Sabes o significado real desta Diretiva. Sabes que tal como tu entendo que deve ser aplicada na íntegra, mas então vai tudo a jogo, coloque-se nos quadros os contratados que fizeram três anos de serviço desde dois mil e um e depois vais concorrer com eles na mesma prioridade. então Bruno, não deveria ser assim mesmo? Eu tenho a certeza absoluta que sim! É justo, ponto. 

Por não querer diferenciar, depois da vinculação, quem sempre concorreu para todas as vagas, e aqueles que só concorrem para certas zonas, pelas razões que só a eles diz respeito (como o colega defendeu aqui), considerando que apenas a graduação profissional deveria ser considerada; 


JC responde: Já o disse e repito com a mesma convicção, aqueles que não concorreram para todo o país e por isso, só por isso nunca chegaram a efetivar devem ficar numa prioridade abaixo. Mas já pensaste que se calhar se o tivessem feito, tu não tinhas entrado no quadro e tinhas experimentado todas as agruras da lista que coloquei acima, reflexo esbatido da vida má de um professor contratado?! É justo e talvez esteja aqui parcialmente um curto ponto de concordância contigo. 

Por não insultar pessoas que não conheço, e fazer parte de um grupo que defende uma causa que acham justa, que não ficam a "ver o filme parados", que levantaram-se para lutar, sempre de cabeça erguida

JC responde: Com os termos da Providência Cautelar que defendes acabas de insultar todos os professores, teus colegas contratados. E isto não é só uma opinião, é muito mais do que isso. Lutas por ti, mas esqueceste-te da justiça para todos, sem exceção – para ti também, claro! 

Por considerar que não é com uma injustiça que se resolve outra injustiça! 

JC responde: pois não Bruno, pois não... Não te esqueças do vice-versa!


Jorge Costa (ex-professor provisório, efetivo agora, em busca da justiça para todos, nem que vá para o inferno!)

A propósito de uma Providencia Cautelar contra o Concurso Extraordinário

1 comentário:

Nos últimos tempos tenho ouvido coisas do arco-da-velha acerca dos colegas contratados. Recuso responder a banalidades de uma certa leveza mental, sobretudo acentuada pela estupidez humana selvagem, da lógica do supostamente mais forte - o professor de quadro. Supostamente - porque na realidade o não é!

A trogloditaria da classe efetiva que anda por aí a apregoar a suposta ultrapassagem por "seres inferiores" (os contratados) no acesso às vagas. 

Que atitude tão baixa, mas condizente com o estatuto intelectual de quem emite estas barbaridades. Do género, "preocupa-me incomensuravelmente o meu bandulho e, os que vierem depois, serão escoria a abater!".

Mas que triste figura de quem por ter um canudo mal recebido, que nunca devia ter sido na mão mas na testa, com força, adequada, que reflectisse, pelo menos e em letras douradas, mais ou menos pequenas, o que por lá vai dentro!

Gente efetiva efetivamente desmunida de bom senso, que se acha acima da "ralé" contratada, esses professorzitos provisórios (segundo a nomenclatura de outros tempos) que desgraçadamente, estupidamente, impunemente, desmesuradamente, desavergonhadamente, indecendemente, criteriosamente, impossivelmente, idiotamente, lhes querem tirar o lugar de conforto do seu castelo de cartas. Que descaradamente lhes trincam a vaidade de serem efetivamente efetivos ou "afetivos" como já ouvi um dizer e não digo onde!

O orgulho de se achar mais do que os colegas contratados vem seguramente (facto clinicamente comprovado) da pequenez mental destas figurinhas dos quadros de uma qualquer banda desenhada que ninguém quer ler,, simplesmente porque de lixo se trata e aborrece pelo odor emitido...

Se fosse juiz mandava internar compulsivamente os donos destas ideias de parasitismo não assumido.

Se fosse canalha, então batia-lhes palmas e pagava-lhes jantares.

Se fosse contratado, professor claro, tratava de meter uma providencia cautelar contra a insanidade destes enquadrados que se acham no direito de xingar quem anos a fio sofreu da precariedade, do desemprego, do mal viver sem salário como eles - os efetivos, incomodados pelo desejo de estabilidade de quem tem esse direito.

Se fosse contratado, exigia respeito, se me cruzasse num ambiente informal com um desses "afetivos" talvez perdesse as estribeiras e lhe acertasse onde lhe doi mais, naquele ponto minúsculo intra-craniano, com uma bala imaterial - a do desprezo efetivo.


Jorge Costa (professor do quadro há 23 anos, ex-professor provisório, provisório também na vida, como todos.)

quinta-feira, 20 de Março de 2014

MEC E ORGANIZAÇÕES SINDICAIS APARENTEMENTE NÃO SE ENTENDEM

2 comentários:
E FOI O FIM HABITUAL...


...TODOS DE BARRIGA CHEIA!



The End


ACABOU-SE! 

QUEM SE QUISER ILUDIR, CONTINUE A VER ESTE FILME SENTADO.

 QUEM NÃO QUISER ESSA SORTE, ENTÃO LEVANTE-SE E LUTE, FAÇA TUDO DE NOVO, MAS LUTE, LUTE E LUTE!

O EXEMPLO ESTÁ DADO, AGORA MEXAM-SE COLEGAS!!!

segunda-feira, 17 de Março de 2014

CONCURSOS E O NEGÓCIO DAS "NEGOCIAÇÕES" - UMA COMPILAÇÃO DA FARSA HABITUAL COM CONTORNOS DE PERVERSIDADE - O EPÍLOGO DE UMA LONGA HISTÓRIA.

1 comentário:


A cozedura decorre no tempo previamente estipulado e vai em bom ritmo. O recheio da panela está adormecido... a confiar nos cozinheiros, o prato especial está para ser servido em breve. O sabor começa a generalizar-se... O tacho está a ficar uma delícia! Os comedores começam a esfregar as mãos de contentes!

Os clientes do costume são informados que podem iir começando a entrar, ir ocupando os seus lugares... os do costume. Ainda estão quentes desde da última vez!...
Os aperitivos começam a ser servidos aos convidados: un petit Filé mignon de contratado com molho a condizer. Parece que estão a gostar! 

 É dado à escolha um vinho das caves da precariedade, devidamente envelhecido, divina bebida das melhores castas, fruto do trabalho escravo dos da panela. Os convidados de honra serão os primeiros a provar!

 O cozinheiro principal, le grand chef, faz a prova de controlo para ver da necessidade de apurar mais o cozinhado. Surpresa das surpresas, a carne de contratado ao fim de horas de cozedura está dura como raio! É preciso metê-los na panela de pressão!!! já!!! - grito que se ouve no salão du restaurant des sindicalistes. La preocupation aumenta no seio da comandita de convidados VHIP (Very Hipocrisie).

 Entretanto vai chegando o patrono do jantar de gala com as suas damas de companhia aperaltadas pelas mais caras jóias do reino do faz-de-conta. Les sindicalistes de imediato lhes fazem a vénia complacente conforme o protocolo do costume. A festança está prestes a começar!

 Agora os convidados e os patronos vão trocando recuerdos em textos dourados com títulos como "A tramança do contratado", ou "Cozidos e grelhados: os sabores da precariedade", ou o mais dourado de todos, num formato simplista "As sobras são para deitar fora e os escravos são para ir junto!".


Soa o sino de última chamada dos convivas para o salão real. Conversa-se sobre a sorte dos cozinhados, com lamentos de lágrimas secas, evocando todos os sacrifícios dos enquadrados em concursos passados, para não se exagerar, sem descambar numa choradeira pelos miseráveis que estão prestes a ser comidos num banquete... realmente sindical!


 Sentam-se e vão pondo os babetes não vá sujarem-se de carne dura de contratado e das escorrências do sangue que lhes correu pelas veias durante os anos da precariedade. Acotovelam-se os enquadrados espreitando às janelas do Palácio das Laranjeiras para  para verem de perto a comezaina real. Quão abutres famintos, os comensais esperam ansiosamente que a criadagem lhes sirva as partes mais desejadas das carcaças, salivando de desejo pela miséria alheia!

 Os serviçais entram no salão nobre empunhando acima das suas cabeças as taças de prata a abarrotar com os mui almejados despojos humanos, abominavelmente comestíveis por dentes afiados dos cães raivosos.que já espumam numa habitual voracidade incontestavelmente atroz.


 Começa a comezaina! Vêem-se ossos ensanguentados dos contratados, dos cozinhados, desossados, liquidados, por um viciado jogo de dados, os malfadados, pela sorte quilhados, serem arremessados para trás das costas dos hipócritas sindicais e mais outros que tais.

 No topo da mesa a comitiva real palita os dentes pelo prazer alcançado ao ver a porca burguesia sindical satisfeita com tamanho sacrifício dos aflitos da vida. O rei barbudo grunhe entre-dentes para as damas de companhia: demos-lhes o que eles queriam!

sexta-feira, 7 de Março de 2014

FIM DE LINHA! OS PROFESSORES CONTRATADOS ESTÃO A SER COZINHADOS EM LUME BRANDO PORQUE NÃO SE MEXEM!

7 comentários:


Atirados para uma prioridade atrás dos professores do quadro, quando em diversas situações deveriam estar à frente como já demostrei aqui:


e por aqui:


com uma solução:



Com provas dadas de que se deve fazer justiça, a todos:


O Arlindo ainda não respondeu a esta, espero que responda aos milhares que estão à espera...

E até falei de uma nova classe de professores, os espoliados, os abandonados por tudo e por todos... aqui:


Colegas contratados, que esperam que faça mais por vós, foram dez anos de intensa luta!


Num momento tão decisivo como este não acham que deveriam ir para a rua reclamar do buraco onde vos querem meter, todos, sem exceção (?):

- os vinculáveis, porque vos vão atirar para a última prioridade do concurso interno... o mesmo é dizer, para longe de casa ... O que vão ganhar a mais vai-se diluir nos gastos da distância!

- os não vinculáveis porque, mesmo com uma rima de anos vão ser os eternos contratados, os excluídos, ou mesmo os desempregados de longa duração.

Já disse tudo o que tinha a dizer, foram muitos anos...

Agora colegas contratados têm de decidir o que querem fazer: lutar ou ver a panelinha que está a ser preparada pelas federações sindicais FNE e Fenprof e outros com o MEC, ao atirarem-vos para a última prioridade com o argumento que os professores do quadro são intocáveis!

Organizem-se, vão protestar para a frente dos sindicatos de professores, vão lá exigir seriedade no processo negocial, que não vos cozinhem em lume brando!

Por mim, fico por aqui! Já o tinha dito em janeiro, e repito:

É preciso sangue novo nesta luta, e eu... bem...


Nota final: neste blog escrevi 200 textos de defesa da causa da vinculação ao longo de dois anos e meio.

Jorge Costa (Professor)

quarta-feira, 5 de Março de 2014

NA FORJA UMA NOVA CLASSE DE PROFESSORES PRECÁRIOS - OS AZARENTOS, OS SEM ESPERANÇA, OS ABANDONADOS, OS SEM... VIDA ?

2 comentários:


Ao propor-se que só vincule quem esteve quatro anos sucessivos no mesmo grupo e com horário completo, está-se a criar uma nova classe baixa de professores, os NOVOS CONTRATADOS EXCLUÍDOS, que nem que tenham 15 ou vinte anos de serviço, ficam irremediavelmente de fora, literalmente quão náufragos abandonados no tal mar com tubarões famintos à vista.

 De facto, sabe-se que são centenas, senão milhares aqueles que apesar de acumularem anos e anos de serviço, andaram por grupos distintos (onde lhes era possível garantir emprego!) e com horários incompletos ou até interrompidos por anos no desemprego forçado. 

Professores atirados para fora ou para as margens ao longo dos anos por via das renovações injustas de candidatos menos graduados (e que agora devem vincular!) ou por outras más sortes da lotaria dos concursos resultantes de engenharias de podas curriculares.

Não querem dizer-nos que estes professores vão ser excluídos, pois não?!


É que isso nunca poderemos aceitar!


terça-feira, 4 de Março de 2014

UM DEBATE COM O ARLINDO, A DIREITO, SEM DESVIOS NEM HESITAÇÕES, EM PROL DA VERDADE!

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O que despoletou esta discussão: Uma proposta que elaborei de alteração às prioridades do Concurso Interno:

http://porteduca.blogspot.pt/2014/03/quem-tem-medo-disto-um-diploma-de.html

E a este propósito o Arlindo diz:

“Um debate enviesado é o que se centra nas prioridades para o próximo concurso interno, colocando de lado a questão essencial que é saber qual o número de vagas a abrir no concurso interno extraordinário de 2015.”

Resposta:
É do meu ponto de vista essencial garantir equidade num momento em que se vão iniciar reuniões para discutir um diploma estruturante e que irá definir regras para este e para quiçá para os próximos anos. É a vida de muitos colegas que está em jogo!


O Arlindo diz:

“O Jorge Costa aborda de novo a questão da prioridades para colocar em pé de igualdade os docentes que vão vincular com os docentes já vinculados. (…)No entanto, tendo em conta que os casos em que as habilitações profissionais adquiridas posteriormente (…) para grupos nas quais não havia formação inicial (…) terão poucas vagas abertas neste concurso extraordinário é um debate pouco centrado no essencial!”

Resposta:
Arlindo, nem que estivesse um único professor nestas condições valia a pena fazer-lhe justiça. Não é uma questão de número de vagas, mas sim uma questão e tão só de elementar de justiça.


“E o essencial é saber como se vão abrir as vagas deste concurso externo extraordinário e mais importante ainda saber quais as vagas a abrir em 2015.”

Resposta:
Muito essencial, mas a coisa não termina por aqui! Se na perspetiva de algum colega contratado o que interessa é entrar no quadro e esquecer o percurso seguinte, diria que concordava contigo. 

Mas há que ver mais além, e temos de perspetivar o futuro, nomeadamente e principalmente através do acautelamento das regras dos concursos internos que se seguem. 

É claro que o ópio do momento pode turvar a mente de alguns contratados que buscam desesperadamente a ponta da corda que os tirará do precipício. Mas devem preocupar-se com o que ainda não enxergam, para cima, além da ponta de rocha onde estão pendurados. Porque para além da vinculação, tão necessária, está o caminho mais ou menos penoso para se percorrer.

Justiça nas regras do concurso como as que proponho não deviam deixar de ser aplicadas, em prol da verdade, do presente, mas sobretudo de correção de direções erradas tomadas no passado, enfim como fator de compensação por injustiças como as que tenho relatado.


“Mas, se a abertura de vagas em 2015 não for manipulada pelo MEC e as vagas pedidas pelas escolas forem todas a concurso então fica sem grande sentido esta discussão, porque quer os docentes do quadros quer os novos vinculados podem vir a ter as colocações pretendidas.”

Resposta:
Arlindo, sabes bem que não é como dizes. Por muitas que sejam as vagas (que duvido o sejam!), concurso é concurso, todos desejarão aproximar-se das suas famílias, ficar melhor do que estavam. E, claro está, nem todos ficarão onde querem. Portanto, não é como dizes uma discussão enviesada, pela simples razão que estão muitos interesses em jogo.

 Dizer o que dizes neste ponto só pode servir aqueles que querem manter o status quo à custa dos erros do passado que prejudicaram e muito quem se viu ultrapassado como já demonstrei.

 A ilusão de que "podem ser abertas muitas vagas logo a discussão perde o sentido", poderia ser interpretada como uma tentativa para fazer baixar os braços daqueles que lutam por mais justiça nos concursos de professores.

 Nem quero pensar que o disseste com essa intenção, mas o que disseste serve bem os interesses dos gostam de ouvir coisas assim, dos que precisam de manter a sua posição, a todo o custo (mas custo para os outros!).

E o Arlindo questiona-me...


Jorge Costa, já agora te pergunto duas coisas:
  •  Conheces algum docente que vinculou de forma extraordinária em 2013 que esteja mal colocado?


E respondo ...

Estamos a falar de uma situação diferente, mas também preocupante. Estamos a falar de mobilidade anual que pode ir até quatro anos, não do concurso interno de vinculação a uma escola ou agrupamento, ou um QZP.

 De facto, tal como decorreu no ano passado, em que os recém-vinculados concorreram à afetação à frente de alguns professores do quadro, foi do meu ponto de vista um erro.

Sou de opinião que a proposta que apresentei poderia perfeitamente aplicar-se também aqui, neste concurso de afetação e de aproximação à residência, ou seja, à mobilidade interna, desde que deixassem os recém-vinculados posicionados nas prioridades tal como proponho.  Em suma, igualdade de tratamento, mas com regra.


Questão n.º 2

  •     E sabes quantos docentes dos quadros de escola estão a largas centenas de quilómetros das suas casas, mesmo sendo mais graduados?


Resposta:

Sei. Por isso defendo o que defendo. Os atuais contratados não podem ser bodes expiatórios dos auto-apelidados "professores desterrados" porque não foram eles que lhes ficaram à frente. O que se passou é que a determinada altura quem era do quadro foi impedido (e mal!) de concorrer a QZP mais próximos das suas residências.

E portanto quem entrou mais tarde em QZP acabou por ser beneficiado.

 Mas por isso mesmo é que devem ir todos a concurso, os atuais QZP`s, onde se incluem os recém-vinculados e os outros professores do Quadro que o quiserem fazer, mas de acordo com as prioridades que propus, para evitarmos enviesamentos nada recomendáveis como no passado.

 Tal situação só poderá ir avante no próximo ano, não sem que, no corrente ano, deixem concorrer todos os que assim o pretenderem, quer à aproximação à residência quer à afetação, mas como disse, nas prioridades que propus.

 Ou seja, o problema dos "desterrados" seria ultrapassado provisoriamente no corrente ano e definitivamente no próximo.

 Valia a graduação profissional nos termos que enunciei e estas prioridades.

Pensem nisso!


Nota final:

Suspeito que esta discussão vai continuar!...

E é saudável que continue, com clareza, a bem da justiça para todos, senão, com penumbras, nunca existirá!




Jorge Costa



VÁ PARA FORA, DENUNCIANDO O QUE VAI CÁ DENTRO! Boa viagem aos quatro bravos!!!

Sem comentários:


Finalmente a materialização por amostra de uma queixa sobre uma precariedade escandalosamente aberrante!

Mereciam ficar no melhor hotel, na melhor suite, comer caviar, TUDO PAGO PELO MEC, a título de uma pequena tranche indemnizatória, só por tudo o que passaram em duas décadas de vida má, forçada pelos hipócritas, políticos, alguns sindicais e outros que tais, e não digo mais!!!

B   O   A       V   I   A   G   E   M  !

"O dirigente da Associação Nacional dos Professores Contratados (ANVPC), César Israel Paulo, anunciou esta segunda-feira a deslocação a Bruxelas, na quarta, de vários representantes da organização, para denunciar “a precariedade laboral” a que, insiste, “milhares de docentes portugueses estão sujeitos”. Um dos documentos a distribuir pelos representantes de diversos grupos parlamentares, em reuniões já agendadas e em fase de agendamento, é o projecto do diploma legal que regula o concurso extraordinário para a vinculação de cerca de 2000 professores e que, na sua perspectiva, não cumpre o exigido pela Comissão Europeia (CE)." (in Público)

segunda-feira, 3 de Março de 2014

QUEM TEM MEDO DISTO? UM DIPLOMA DE CONCURSO ÀS CLARAS, SEM CONSTRANGIMENTOS À JUSTIÇA ENTRE IGUAIS!

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Diploma de concurso

Projeto de Decreto-Lei n.º …/2014, de … de Março

Alteração ao decreto …/2012

(...)

1 - Prioridades no Concurso Interno

1.ª Prioridade: Atuais professores dos quadros e professores recém-vinculados. Estes últimos, para se enquadrarem nesta prioridade, terão de ter concorrido em todos os concursos externos realizados até à data, a todas as vagas de todos os grupos de recrutamento para os quais possuíam habilitação. Caso não tenham concorrido nestes moldes, serão igualmente enquadrados nesta prioridade caso se constate que mesmo que o tivessem feito não tinham obtido lugar de quadro.

2.ª Prioridade: Professores dos quadros e recém-vinculados que cumpram as condições estipuladas na primeira prioridade e que pretendam mudar de grupo de recrutamento.

3.ª Prioridade: Professores recém-vinculados que não cumpram os requisitos estipulados na primeira prioridade.

4.ª Prioridade: Professores recém-vinculados que não cumpram os requisitos estipulados na primeira prioridade e que pretendam mudar de grupo de recrutamento.



2 – Graduação Profissional

A graduação profissional resulta da adição da classificação profissional do candidato à parcela resultante da divisão por 365 do número de dias de serviço docente total, prestado antes e após a profissionalização .

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NOTA DE ENCORAJAMENTO AOS NEGOCIADORES DO DIPLOMA DE CONCURSOS:

Este é um contributo para os negociadores que estarão sentados com o MEC para discutirem alterações ao diploma dos concursos. De que lado vai haver coragem para assumirem as alterações que agora proponho?

COM AMIZADE PARA OS ATUAIS PROFESSORES DO QUADRO QUE SE QUEIXAM DE UMA POTENCIAL INJUSTIÇA:
Os atuais professores do quadro não se queixam que podem ser ultrapassados injustamente? Com as alterações que proponho, só serão ultrapassados DE FORMA JUSTA! DE QUE É QUE SE VÃO QUEIXAR A SEGUIR?!

A Prova n.º1 - A PROVA DE QUE COLOCAR PROFESSORES DO QUADRO A CONCORRER À FRENTE DOS RECÉM VINCULADOS É UM ERRO… CRATO!

5 comentários:
Primeiro ato  


"A leveza de uma graduação forçada e o peso da precariedade"

O Arlindo deixou estes dias o seguinte desafio, a propósito de o meio sindical vigente e ele próprio acharem que os docentes do quadro devem concorrer numa prioridade acima dos recém vinculados, ao qual quis responder:

"Quem acha que esta regra é descabida pergunto apenas uma coisa. Há algum contratado que não tenha vinculado com mais graduação que algum docente do quadro e tenha feito as mesmas opções de quem vinculou? Se houver dou-vos razão". (in Arlindovsky)


Presente! Eu, o que está de dedo no ar!


Neste caso estou em profundo desacordo com o Arlindo e passo a explicar porquê:

Veja-se o caso dos professores com habilitação própria até 2005 e aos quais só foi permitido fazerem a profissionalização a partir daí.

A maioria desses colegas só em 2007 terá começado a concorrer com habilitação profissional, ou seja nem sequer apanharam o comboio de vagas para o quadro de 2006 porque não puderam concorrer com habilitação profissional (HP). 

Façamos um pouco de história do percurso profissional destes colegas:

- Muitos deles fizeram as licenciaturas sem estágio integrado porque, pura e simplesmente, só lá por meados dos anos oitenta começaram a surgir a conta-gotas as primeiras licenciaturas com essa valência.

Ou seja, muitos colegas nessa situação concorreram anos e anos sem habilitação profissional porque o próprio ME não permitia que fizessem a profissionalização, a não ser que ingressassem nos quadros! Como é óbvio, até hoje, mesmo a concorrer para o país inteiro, nunca conseguiram!

Estes colegas chegaram à primeira década deste século com essa lacuna imposta no seu currículo. 

Resultado, esses sim viram outros colegas mais novos passarem-lhes à frente e efetivarem na sua vez, porque aqueles ao terem feito cursos com estágio integrado concorriam logo numa primeira prioridade.

 Ora, os colegas mais velhos viam-se ano após ano cada vez mais para trás nas listas de ordenação por via da regra estupidamente vigente até aos nossos dias. 

Senão vejamos: cada ano de serviço com habilitação própria só contava meio ponto na graduação, enquanto que se tivesse sido cumprido com habilitação profissional contava, como paradoxalmente ainda conta, um ponto na graduação!!!

 Ora,  além de terem sido penalizados a concorrer sucessivamente, ano após ano, em segunda prioridade, estes colegas mais velhos iam perdendo o comboio das vagas postas a concurso. Uma autêntica pescadinha de rabo na boca!

Se quisermos optar pela cegueira da análise, encolhemos os ombros e dizemos: pois, mas regras são regras!

Então não interessa a patetice da regra nem a abécula do pateta que a expeliu?!

Se optarmos pela outra forma de análise, a intelectualmente séria, então chocar-nos-á que, administrativamente, estes colegas mais velhos tenham sido ardilosamente ultrapassados por colegas mais novos e menos graduados. Mas, se as regras não fossem o absurdo que foram... 

Então cabe lá na cabeça de alguém que só por ter um estágio se receba mais um valor por cada ano a acrescentar à graduação para concurso, mas que sem estágio se seja menorizado, ficando neste caso pela metade. Mas que raio, dois docentes nestas duas situações não trabalharam o mesmo, não exerceram a mesma atividade durante o mesmo número de dias. Mas o que mais me choca é o assumir de muita gente de que assim é que é justo – justiça para quem?!

Mas há mais! Colegas houve que passaram por colégios onde rapidamente puderam fazer a profissionalização, que rapidamente saltaram para o público com o acordo da entidade patronal de origem, tendo mesmo com menor graduação ocupado lugares dos professores que eram obrigados a concorrer em segunda prioridade.

SOLUÇÃO PARA O PROBLEMA: FINALMENTE COLOCAR ESTES COLEGAS A CONCORRER NA MESMA PRIORIDADE DOS ATUAIS PROFESSORES DO QUADRO, PORQUÊ?…


- PORQUE SE NÃO ESTÃO NO QUADRO NÃO FOI POR SE TEREM ESQUIVADO DE IR PARA LONGE! 

PORTANTO, COMO A CULPA DE AINDA SEREM PRECÁRIOS NÃO FOI DELES, LOGO QUERO JUSTIÇA!


Jorge Costa (Professor do Quadro)

quinta-feira, 27 de Fevereiro de 2014

AOS QUE VINCULAREM, PARA QUÊ SUJEITÁ-LOS AO PERÍODO PROBATÓRIO - O SEGUNDO ESTÁGIO !

1 comentário:


Como é que se quer impingir um período probatório a professores com 15 ou 20 anos de serviço?! – Será que a miopia chegou assim tão longe!

Querem que professores recém vinculados num determinado grupo fiquem sujeitos a uma espécie de segundo estágio profissional. O período probatório inscrito na recente proposta de concurso externo extraordinário parece uma PEQUENA vingança do Ministro Crato & Cpa. para chatear aqueles professores que tanto lutaram para não serem submetidos à famigerada PAC. Mas em tal não quero acreditar!

Sugiro ao sr. ministro que reflita acerca de alguns pormenores que talvez lhe possam estar a escapar acerca dos professores que está prestes a vincular:

1- São docentes com vasta experiência em vários grupos disciplinares como se pode ver pelos seus extensos registos biográficos.

2 – Mesmo que  tenham menos que os exigidos 730 dias num determinado grupo, não esqueça o sr. ministro que a sua tarimba por tantos anos a lidar com os mais diversos e incríveis públicos estudantis, lhes dá uma autoridade que não requer chancelas a não ser do próprio.

3 – Para quê sujeitar estes professores a um período probatório envolvendo recursos humanos nas escolas tão necessários a outras tarefas letivas e não letivas.

4 – Não há necessidade de supervisionar o trabalho destes docentes com procedimentos de segundo estágio, com relatórios disto e daquilo, com uma repetição daquilo que os mesmos já fazem desde há imensos anos por sua iniciativa e porque têm de fazer.

5 – Não bastou o processo de avaliação de professores que tem vigorado para nos dizer que aquele profissional é bom ou mau ou assim-assim, e ao qual estes professores já estiveram sujeitos?

6 – È incompreensível que se diga que os candidatos devem ter no mínimo 365 dias nos últimos três anos com avaliação de bom, e depois se exija que tenham 730 dias (o dobro!) para se verem livres do período probatório. Então a metade serve para se poder concorrer e não para ficar dispensado desta modalidade de supervisão pedagógica?!

7 – Porque é que na proposta se lê que os candidatos ficam dispensados se tiverem aquele tempo de serviço até ao dia 31 de agosto de 2013 e não até ao dia 31 de agosto de 2014?
 Que sentido faz exigir-se o cumprimento daquele tempo de serviço até a um ano antes do momento de entrada na carreira. Não seria mais lógico que fosse contabilizado o tempo de serviço até ao último dia em que os docentes recém vinculados estiveram a contrato, ou seja até 31 agosto de 2014?!

8 – Porquê 730 e não 365 dias, quando um qualquer estagiário com zero dias de serviço não faz mais do que um ano de estágio.
 Então será que estes professores, muitos com 15, 20 e mais anos de serviço precisam de amas para ver se estão a ir pedagogicamente bem, quando pedagogicamente acumularam experiência em todo o tipo de pedagogias, que é certo ainda usariam para ensinar alguns dos seus tutores de período probatório forçado.
 Uma patetice de todo o tamanho exigir uma coisa destas!


Apela-se mais uma vez à Fenprof e à FNE para sensibilizarem o ministro Crato e sua equipa de que nem tudo o que parece é!


Jorge Costa 
(Pela Justiça, em prol dos professores contratados.)