quinta-feira, 20 de Março de 2014

MEC E ORGANIZAÇÕES SINDICAIS APARENTEMENTE NÃO SE ENTENDEM

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E FOI O FIM HABITUAL...


...TODOS DE BARRIGA CHEIA!



The End


ACABOU-SE! 

QUEM SE QUISER ILUDIR, CONTINUE A VER ESTE FILME SENTADO.

 QUEM NÃO QUISER ESSA SORTE, ENTÃO LEVANTE-SE E LUTE, FAÇA TUDO DE NOVO, MAS LUTE, LUTE E LUTE!

O EXEMPLO ESTÁ DADO, AGORA MEXAM-SE COLEGAS!!!

segunda-feira, 17 de Março de 2014

CONCURSOS E O NEGÓCIO DAS "NEGOCIAÇÕES" - UMA COMPILAÇÃO DA FARSA HABITUAL COM CONTORNOS DE PERVERSIDADE - O EPÍLOGO DE UMA LONGA HISTÓRIA.

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A cozedura decorre no tempo previamente estipulado e vai em bom ritmo. O recheio da panela está adormecido... a confiar nos cozinheiros, o prato especial está para ser servido em breve. O sabor começa a generalizar-se... O tacho está a ficar uma delícia! Os comedores começam a esfregar as mãos de contentes!

Os clientes do costume são informados que podem iir começando a entrar, ir ocupando os seus lugares... os do costume. Ainda estão quentes desde da última vez!...
Os aperitivos começam a ser servidos aos convidados: un petit Filé mignon de contratado com molho a condizer. Parece que estão a gostar! 

 É dado à escolha um vinho das caves da precariedade, devidamente envelhecido, divina bebida das melhores castas, fruto do trabalho escravo dos da panela. Os convidados de honra serão os primeiros a provar!

 O cozinheiro principal, le grand chef, faz a prova de controlo para ver da necessidade de apurar mais o cozinhado. Surpresa das surpresas, a carne de contratado ao fim de horas de cozedura está dura como raio! É preciso metê-los na panela de pressão!!! já!!! - grito que se ouve no salão du restaurant des sindicalistes. La preocupation aumenta no seio da comandita de convidados VHIP (Very Hipocrisie).

 Entretanto vai chegando o patrono do jantar de gala com as suas damas de companhia aperaltadas pelas mais caras jóias do reino do faz-de-conta. Les sindicalistes de imediato lhes fazem a vénia complacente conforme o protocolo do costume. A festança está prestes a começar!

 Agora os convidados e os patronos vão trocando recuerdos em textos dourados com títulos como "A tramança do contratado", ou "Cozidos e grelhados: os sabores da precariedade", ou o mais dourado de todos, num formato simplista "As sobras são para deitar fora e os escravos são para ir junto!".


Soa o sino de última chamada dos convivas para o salão real. Conversa-se sobre a sorte dos cozinhados, com lamentos de lágrimas secas, evocando todos os sacrifícios dos enquadrados em concursos passados, para não se exagerar, sem descambar numa choradeira pelos miseráveis que estão prestes a ser comidos num banquete... realmente sindical!


 Sentam-se e vão pondo os babetes não vá sujarem-se de carne dura de contratado e das escorrências do sangue que lhes correu pelas veias durante os anos da precariedade. Acotovelam-se os enquadrados espreitando às janelas do Palácio das Laranjeiras para  para verem de perto a comezaina real. Quão abutres famintos, os comensais esperam ansiosamente que a criadagem lhes sirva as partes mais desejadas das carcaças, salivando de desejo pela miséria alheia!

 Os serviçais entram no salão nobre empunhando acima das suas cabeças as taças de prata a abarrotar com os mui almejados despojos humanos, abominavelmente comestíveis por dentes afiados dos cães raivosos.que já espumam numa habitual voracidade incontestavelmente atroz.


 Começa a comezaina! Vêem-se ossos ensanguentados dos contratados, dos cozinhados, desossados, liquidados, por um viciado jogo de dados, os malfadados, pela sorte quilhados, serem arremessados para trás das costas dos hipócritas sindicais e mais outros que tais.

 No topo da mesa a comitiva real palita os dentes pelo prazer alcançado ao ver a porca burguesia sindical satisfeita com tamanho sacrifício dos aflitos da vida. O rei barbudo grunhe entre-dentes para as damas de companhia: demos-lhes o que eles queriam!

sexta-feira, 7 de Março de 2014

FIM DE LINHA! OS PROFESSORES CONTRATADOS ESTÃO A SER COZINHADOS EM LUME BRANDO PORQUE NÃO SE MEXEM!

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Atirados para uma prioridade atrás dos professores do quadro, quando em diversas situações deveriam estar à frente como já demostrei aqui:


e por aqui:


com uma solução:



Com provas dadas de que se deve fazer justiça, a todos:


O Arlindo ainda não respondeu a esta, espero que responda aos milhares que estão à espera...

E até falei de uma nova classe de professores, os espoliados, os abandonados por tudo e por todos... aqui:


Colegas contratados, que esperam que faça mais por vós, foram dez anos de intensa luta!


Num momento tão decisivo como este não acham que deveriam ir para a rua reclamar do buraco onde vos querem meter, todos, sem exceção (?):

- os vinculáveis, porque vos vão atirar para a última prioridade do concurso interno... o mesmo é dizer, para longe de casa ... O que vão ganhar a mais vai-se diluir nos gastos da distância!

- os não vinculáveis porque, mesmo com uma rima de anos vão ser os eternos contratados, os excluídos, ou mesmo os desempregados de longa duração.

Já disse tudo o que tinha a dizer, foram muitos anos...

Agora colegas contratados têm de decidir o que querem fazer: lutar ou ver a panelinha que está a ser preparada pelas federações sindicais FNE e Fenprof e outros com o MEC, ao atirarem-vos para a última prioridade com o argumento que os professores do quadro são intocáveis!

Organizem-se, vão protestar para a frente dos sindicatos de professores, vão lá exigir seriedade no processo negocial, que não vos cozinhem em lume brando!

Por mim, fico por aqui! Já o tinha dito em janeiro, e repito:

É preciso sangue novo nesta luta, e eu... bem...


Nota final: neste blog escrevi 200 textos de defesa da causa da vinculação ao longo de dois anos e meio.

Jorge Costa (Professor)

quarta-feira, 5 de Março de 2014

NA FORJA UMA NOVA CLASSE DE PROFESSORES PRECÁRIOS - OS AZARENTOS, OS SEM ESPERANÇA, OS ABANDONADOS, OS SEM... VIDA ?

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Ao propor-se que só vincule quem esteve quatro anos sucessivos no mesmo grupo e com horário completo, está-se a criar uma nova classe baixa de professores, os NOVOS CONTRATADOS EXCLUÍDOS, que nem que tenham 15 ou vinte anos de serviço, ficam irremediavelmente de fora, literalmente quão náufragos abandonados no tal mar com tubarões famintos à vista.

 De facto, sabe-se que são centenas, senão milhares aqueles que apesar de acumularem anos e anos de serviço, andaram por grupos distintos (onde lhes era possível garantir emprego!) e com horários incompletos ou até interrompidos por anos no desemprego forçado. 

Professores atirados para fora ou para as margens ao longo dos anos por via das renovações injustas de candidatos menos graduados (e que agora devem vincular!) ou por outras más sortes da lotaria dos concursos resultantes de engenharias de podas curriculares.

Não querem dizer-nos que estes professores vão ser excluídos, pois não?!


É que isso nunca poderemos aceitar!


terça-feira, 4 de Março de 2014

UM DEBATE COM O ARLINDO, A DIREITO, SEM DESVIOS NEM HESITAÇÕES, EM PROL DA VERDADE!

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O que despoletou esta discussão: Uma proposta que elaborei de alteração às prioridades do Concurso Interno:

http://porteduca.blogspot.pt/2014/03/quem-tem-medo-disto-um-diploma-de.html

E a este propósito o Arlindo diz:

“Um debate enviesado é o que se centra nas prioridades para o próximo concurso interno, colocando de lado a questão essencial que é saber qual o número de vagas a abrir no concurso interno extraordinário de 2015.”

Resposta:
É do meu ponto de vista essencial garantir equidade num momento em que se vão iniciar reuniões para discutir um diploma estruturante e que irá definir regras para este e para quiçá para os próximos anos. É a vida de muitos colegas que está em jogo!


O Arlindo diz:

“O Jorge Costa aborda de novo a questão da prioridades para colocar em pé de igualdade os docentes que vão vincular com os docentes já vinculados. (…)No entanto, tendo em conta que os casos em que as habilitações profissionais adquiridas posteriormente (…) para grupos nas quais não havia formação inicial (…) terão poucas vagas abertas neste concurso extraordinário é um debate pouco centrado no essencial!”

Resposta:
Arlindo, nem que estivesse um único professor nestas condições valia a pena fazer-lhe justiça. Não é uma questão de número de vagas, mas sim uma questão e tão só de elementar de justiça.


“E o essencial é saber como se vão abrir as vagas deste concurso externo extraordinário e mais importante ainda saber quais as vagas a abrir em 2015.”

Resposta:
Muito essencial, mas a coisa não termina por aqui! Se na perspetiva de algum colega contratado o que interessa é entrar no quadro e esquecer o percurso seguinte, diria que concordava contigo. 

Mas há que ver mais além, e temos de perspetivar o futuro, nomeadamente e principalmente através do acautelamento das regras dos concursos internos que se seguem. 

É claro que o ópio do momento pode turvar a mente de alguns contratados que buscam desesperadamente a ponta da corda que os tirará do precipício. Mas devem preocupar-se com o que ainda não enxergam, para cima, além da ponta de rocha onde estão pendurados. Porque para além da vinculação, tão necessária, está o caminho mais ou menos penoso para se percorrer.

Justiça nas regras do concurso como as que proponho não deviam deixar de ser aplicadas, em prol da verdade, do presente, mas sobretudo de correção de direções erradas tomadas no passado, enfim como fator de compensação por injustiças como as que tenho relatado.


“Mas, se a abertura de vagas em 2015 não for manipulada pelo MEC e as vagas pedidas pelas escolas forem todas a concurso então fica sem grande sentido esta discussão, porque quer os docentes do quadros quer os novos vinculados podem vir a ter as colocações pretendidas.”

Resposta:
Arlindo, sabes bem que não é como dizes. Por muitas que sejam as vagas (que duvido o sejam!), concurso é concurso, todos desejarão aproximar-se das suas famílias, ficar melhor do que estavam. E, claro está, nem todos ficarão onde querem. Portanto, não é como dizes uma discussão enviesada, pela simples razão que estão muitos interesses em jogo.

 Dizer o que dizes neste ponto só pode servir aqueles que querem manter o status quo à custa dos erros do passado que prejudicaram e muito quem se viu ultrapassado como já demonstrei.

 A ilusão de que "podem ser abertas muitas vagas logo a discussão perde o sentido", poderia ser interpretada como uma tentativa para fazer baixar os braços daqueles que lutam por mais justiça nos concursos de professores.

 Nem quero pensar que o disseste com essa intenção, mas o que disseste serve bem os interesses dos gostam de ouvir coisas assim, dos que precisam de manter a sua posição, a todo o custo (mas custo para os outros!).

E o Arlindo questiona-me...


Jorge Costa, já agora te pergunto duas coisas:
  •  Conheces algum docente que vinculou de forma extraordinária em 2013 que esteja mal colocado?


E respondo ...

Estamos a falar de uma situação diferente, mas também preocupante. Estamos a falar de mobilidade anual que pode ir até quatro anos, não do concurso interno de vinculação a uma escola ou agrupamento, ou um QZP.

 De facto, tal como decorreu no ano passado, em que os recém-vinculados concorreram à afetação à frente de alguns professores do quadro, foi do meu ponto de vista um erro.

Sou de opinião que a proposta que apresentei poderia perfeitamente aplicar-se também aqui, neste concurso de afetação e de aproximação à residência, ou seja, à mobilidade interna, desde que deixassem os recém-vinculados posicionados nas prioridades tal como proponho.  Em suma, igualdade de tratamento, mas com regra.


Questão n.º 2

  •     E sabes quantos docentes dos quadros de escola estão a largas centenas de quilómetros das suas casas, mesmo sendo mais graduados?


Resposta:

Sei. Por isso defendo o que defendo. Os atuais contratados não podem ser bodes expiatórios dos auto-apelidados "professores desterrados" porque não foram eles que lhes ficaram à frente. O que se passou é que a determinada altura quem era do quadro foi impedido (e mal!) de concorrer a QZP mais próximos das suas residências.

E portanto quem entrou mais tarde em QZP acabou por ser beneficiado.

 Mas por isso mesmo é que devem ir todos a concurso, os atuais QZP`s, onde se incluem os recém-vinculados e os outros professores do Quadro que o quiserem fazer, mas de acordo com as prioridades que propus, para evitarmos enviesamentos nada recomendáveis como no passado.

 Tal situação só poderá ir avante no próximo ano, não sem que, no corrente ano, deixem concorrer todos os que assim o pretenderem, quer à aproximação à residência quer à afetação, mas como disse, nas prioridades que propus.

 Ou seja, o problema dos "desterrados" seria ultrapassado provisoriamente no corrente ano e definitivamente no próximo.

 Valia a graduação profissional nos termos que enunciei e estas prioridades.

Pensem nisso!


Nota final:

Suspeito que esta discussão vai continuar!...

E é saudável que continue, com clareza, a bem da justiça para todos, senão, com penumbras, nunca existirá!




Jorge Costa



VÁ PARA FORA, DENUNCIANDO O QUE VAI CÁ DENTRO! Boa viagem aos quatro bravos!!!

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Finalmente a materialização por amostra de uma queixa sobre uma precariedade escandalosamente aberrante!

Mereciam ficar no melhor hotel, na melhor suite, comer caviar, TUDO PAGO PELO MEC, a título de uma pequena tranche indemnizatória, só por tudo o que passaram em duas décadas de vida má, forçada pelos hipócritas, políticos, alguns sindicais e outros que tais, e não digo mais!!!

B   O   A       V   I   A   G   E   M  !

"O dirigente da Associação Nacional dos Professores Contratados (ANVPC), César Israel Paulo, anunciou esta segunda-feira a deslocação a Bruxelas, na quarta, de vários representantes da organização, para denunciar “a precariedade laboral” a que, insiste, “milhares de docentes portugueses estão sujeitos”. Um dos documentos a distribuir pelos representantes de diversos grupos parlamentares, em reuniões já agendadas e em fase de agendamento, é o projecto do diploma legal que regula o concurso extraordinário para a vinculação de cerca de 2000 professores e que, na sua perspectiva, não cumpre o exigido pela Comissão Europeia (CE)." (in Público)

segunda-feira, 3 de Março de 2014

QUEM TEM MEDO DISTO? UM DIPLOMA DE CONCURSO ÀS CLARAS, SEM CONSTRANGIMENTOS À JUSTIÇA ENTRE IGUAIS!

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Diploma de concurso

Projeto de Decreto-Lei n.º …/2014, de … de Março

Alteração ao decreto …/2012

(...)

1 - Prioridades no Concurso Interno

1.ª Prioridade: Atuais professores dos quadros e professores recém-vinculados. Estes últimos, para se enquadrarem nesta prioridade, terão de ter concorrido em todos os concursos externos realizados até à data, a todas as vagas de todos os grupos de recrutamento para os quais possuíam habilitação. Caso não tenham concorrido nestes moldes, serão igualmente enquadrados nesta prioridade caso se constate que mesmo que o tivessem feito não tinham obtido lugar de quadro.

2.ª Prioridade: Professores dos quadros e recém-vinculados que cumpram as condições estipuladas na primeira prioridade e que pretendam mudar de grupo de recrutamento.

3.ª Prioridade: Professores recém-vinculados que não cumpram os requisitos estipulados na primeira prioridade.

4.ª Prioridade: Professores recém-vinculados que não cumpram os requisitos estipulados na primeira prioridade e que pretendam mudar de grupo de recrutamento.



2 – Graduação Profissional

A graduação profissional resulta da adição da classificação profissional do candidato à parcela resultante da divisão por 365 do número de dias de serviço docente total, prestado antes e após a profissionalização .

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NOTA DE ENCORAJAMENTO AOS NEGOCIADORES DO DIPLOMA DE CONCURSOS:

Este é um contributo para os negociadores que estarão sentados com o MEC para discutirem alterações ao diploma dos concursos. De que lado vai haver coragem para assumirem as alterações que agora proponho?

COM AMIZADE PARA OS ATUAIS PROFESSORES DO QUADRO QUE SE QUEIXAM DE UMA POTENCIAL INJUSTIÇA:
Os atuais professores do quadro não se queixam que podem ser ultrapassados injustamente? Com as alterações que proponho, só serão ultrapassados DE FORMA JUSTA! DE QUE É QUE SE VÃO QUEIXAR A SEGUIR?!

A Prova n.º1 - A PROVA DE QUE COLOCAR PROFESSORES DO QUADRO A CONCORRER À FRENTE DOS RECÉM VINCULADOS É UM ERRO… CRATO!

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Primeiro ato  


"A leveza de uma graduação forçada e o peso da precariedade"

O Arlindo deixou estes dias o seguinte desafio, a propósito de o meio sindical vigente e ele próprio acharem que os docentes do quadro devem concorrer numa prioridade acima dos recém vinculados, ao qual quis responder:

"Quem acha que esta regra é descabida pergunto apenas uma coisa. Há algum contratado que não tenha vinculado com mais graduação que algum docente do quadro e tenha feito as mesmas opções de quem vinculou? Se houver dou-vos razão". (in Arlindovsky)


Presente! Eu, o que está de dedo no ar!


Neste caso estou em profundo desacordo com o Arlindo e passo a explicar porquê:

Veja-se o caso dos professores com habilitação própria até 2005 e aos quais só foi permitido fazerem a profissionalização a partir daí.

A maioria desses colegas só em 2007 terá começado a concorrer com habilitação profissional, ou seja nem sequer apanharam o comboio de vagas para o quadro de 2006 porque não puderam concorrer com habilitação profissional (HP). 

Façamos um pouco de história do percurso profissional destes colegas:

- Muitos deles fizeram as licenciaturas sem estágio integrado porque, pura e simplesmente, só lá por meados dos anos oitenta começaram a surgir a conta-gotas as primeiras licenciaturas com essa valência.

Ou seja, muitos colegas nessa situação concorreram anos e anos sem habilitação profissional porque o próprio ME não permitia que fizessem a profissionalização, a não ser que ingressassem nos quadros! Como é óbvio, até hoje, mesmo a concorrer para o país inteiro, nunca conseguiram!

Estes colegas chegaram à primeira década deste século com essa lacuna imposta no seu currículo. 

Resultado, esses sim viram outros colegas mais novos passarem-lhes à frente e efetivarem na sua vez, porque aqueles ao terem feito cursos com estágio integrado concorriam logo numa primeira prioridade.

 Ora, os colegas mais velhos viam-se ano após ano cada vez mais para trás nas listas de ordenação por via da regra estupidamente vigente até aos nossos dias. 

Senão vejamos: cada ano de serviço com habilitação própria só contava meio ponto na graduação, enquanto que se tivesse sido cumprido com habilitação profissional contava, como paradoxalmente ainda conta, um ponto na graduação!!!

 Ora,  além de terem sido penalizados a concorrer sucessivamente, ano após ano, em segunda prioridade, estes colegas mais velhos iam perdendo o comboio das vagas postas a concurso. Uma autêntica pescadinha de rabo na boca!

Se quisermos optar pela cegueira da análise, encolhemos os ombros e dizemos: pois, mas regras são regras!

Então não interessa a patetice da regra nem a abécula do pateta que a expeliu?!

Se optarmos pela outra forma de análise, a intelectualmente séria, então chocar-nos-á que, administrativamente, estes colegas mais velhos tenham sido ardilosamente ultrapassados por colegas mais novos e menos graduados. Mas, se as regras não fossem o absurdo que foram... 

Então cabe lá na cabeça de alguém que só por ter um estágio se receba mais um valor por cada ano a acrescentar à graduação para concurso, mas que sem estágio se seja menorizado, ficando neste caso pela metade. Mas que raio, dois docentes nestas duas situações não trabalharam o mesmo, não exerceram a mesma atividade durante o mesmo número de dias. Mas o que mais me choca é o assumir de muita gente de que assim é que é justo – justiça para quem?!

Mas há mais! Colegas houve que passaram por colégios onde rapidamente puderam fazer a profissionalização, que rapidamente saltaram para o público com o acordo da entidade patronal de origem, tendo mesmo com menor graduação ocupado lugares dos professores que eram obrigados a concorrer em segunda prioridade.

SOLUÇÃO PARA O PROBLEMA: FINALMENTE COLOCAR ESTES COLEGAS A CONCORRER NA MESMA PRIORIDADE DOS ATUAIS PROFESSORES DO QUADRO, PORQUÊ?…


- PORQUE SE NÃO ESTÃO NO QUADRO NÃO FOI POR SE TEREM ESQUIVADO DE IR PARA LONGE! 

PORTANTO, COMO A CULPA DE AINDA SEREM PRECÁRIOS NÃO FOI DELES, LOGO QUERO JUSTIÇA!


Jorge Costa (Professor do Quadro)

quinta-feira, 27 de Fevereiro de 2014

AOS QUE VINCULAREM, PARA QUÊ SUJEITÁ-LOS AO PERÍODO PROBATÓRIO - O SEGUNDO ESTÁGIO !

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Como é que se quer impingir um período probatório a professores com 15 ou 20 anos de serviço?! – Será que a miopia chegou assim tão longe!

Querem que professores recém vinculados num determinado grupo fiquem sujeitos a uma espécie de segundo estágio profissional. O período probatório inscrito na recente proposta de concurso externo extraordinário parece uma PEQUENA vingança do Ministro Crato & Cpa. para chatear aqueles professores que tanto lutaram para não serem submetidos à famigerada PAC. Mas em tal não quero acreditar!

Sugiro ao sr. ministro que reflita acerca de alguns pormenores que talvez lhe possam estar a escapar acerca dos professores que está prestes a vincular:

1- São docentes com vasta experiência em vários grupos disciplinares como se pode ver pelos seus extensos registos biográficos.

2 – Mesmo que  tenham menos que os exigidos 730 dias num determinado grupo, não esqueça o sr. ministro que a sua tarimba por tantos anos a lidar com os mais diversos e incríveis públicos estudantis, lhes dá uma autoridade que não requer chancelas a não ser do próprio.

3 – Para quê sujeitar estes professores a um período probatório envolvendo recursos humanos nas escolas tão necessários a outras tarefas letivas e não letivas.

4 – Não há necessidade de supervisionar o trabalho destes docentes com procedimentos de segundo estágio, com relatórios disto e daquilo, com uma repetição daquilo que os mesmos já fazem desde há imensos anos por sua iniciativa e porque têm de fazer.

5 – Não bastou o processo de avaliação de professores que tem vigorado para nos dizer que aquele profissional é bom ou mau ou assim-assim, e ao qual estes professores já estiveram sujeitos?

6 – È incompreensível que se diga que os candidatos devem ter no mínimo 365 dias nos últimos três anos com avaliação de bom, e depois se exija que tenham 730 dias (o dobro!) para se verem livres do período probatório. Então a metade serve para se poder concorrer e não para ficar dispensado desta modalidade de supervisão pedagógica?!

7 – Porque é que na proposta se lê que os candidatos ficam dispensados se tiverem aquele tempo de serviço até ao dia 31 de agosto de 2013 e não até ao dia 31 de agosto de 2014?
 Que sentido faz exigir-se o cumprimento daquele tempo de serviço até a um ano antes do momento de entrada na carreira. Não seria mais lógico que fosse contabilizado o tempo de serviço até ao último dia em que os docentes recém vinculados estiveram a contrato, ou seja até 31 agosto de 2014?!

8 – Porquê 730 e não 365 dias, quando um qualquer estagiário com zero dias de serviço não faz mais do que um ano de estágio.
 Então será que estes professores, muitos com 15, 20 e mais anos de serviço precisam de amas para ver se estão a ir pedagogicamente bem, quando pedagogicamente acumularam experiência em todo o tipo de pedagogias, que é certo ainda usariam para ensinar alguns dos seus tutores de período probatório forçado.
 Uma patetice de todo o tamanho exigir uma coisa destas!


Apela-se mais uma vez à Fenprof e à FNE para sensibilizarem o ministro Crato e sua equipa de que nem tudo o que parece é!


Jorge Costa 
(Pela Justiça, em prol dos professores contratados.)

quarta-feira, 26 de Fevereiro de 2014

A FENPROF COM O RABO DE FORA ! - Uma renovada forma de discriminação sindical dos professores contratados.

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A Fenprof insiste em tratar os professores contratados como filhos de um deus menor... como, coisas!

A Fenprof acha que estes professores nunca em caso algum deverão ultrapassar os atuais professores dos quadros em concurso.

Absolutamente risível!

Então não é que estes cavalheiros se esqueceram propositadamente durante 13 anos da Diretiva 1999/70-CE que obrigava o Estado a vincular ao fim de três anos os professores com mais de três anos a contrato a termo?!

Andaram a colaborar com os sucessivos governos, fossem eles de direita ou de pseudo-esquerda, fechando os olhos a esta diretiva para manter o status quo dos seus associados efetivos, com muito receio que os contratados entrassem nos quadros porque isso cortaria algo nos bolos salariais.

Claro que foram pedindo de forma ténue essa integração, mas só nos panfletos sindicais, nunca com queixas como as que fiz nem com petições como as que apresentei, nem com referência ao atropelo da Diretiva 1999/70-CE como reclamei junto da Comissão Europeia. Nada. Nada vezes nada! 

Os panfletos foram areia para os olhos dos contratados para se fazer coisíssima nenhuma. 

Ao fim e ao cabo para se deixar andar!

Por isso, fiz o que eles não quiseram fazer!

Foi preciso em 2009 apresentar queixa formal à Comissão Europeia através de uma petição que nos fez aqui chegar e de uma outra que também tinha apresentado à Assembleia da Republica depois de ter penado dois anos a recolher 4000 assinaturas, que resultou na Recomendação do Parlamento nacional para que o governo integrasse os professores contratados nos quadros.

 Desde 2004 que venho insistindo para se resolver um problema que tem raízes profundas na inércia do meio sindical da classe docente. Batalhei primeiro junto dos deputados, depois junto do Provedor de justiça, e de novo junto da Assembleia da Republica, e de outras entidades. 

 Os professores contratados devem ser integrados automaticamente desde que tenham desde 2001 três contratos anuais seguidos ou separados entre si por três meses (segundo a interpretação do TJE da Diretiva 1999/70-CE, em casos similares).

 Como não foram integrados no quadro quando deveriam ter sido, estes professores devem agora ser integrados na carreira e só depois deverão concorrer a quadros de escola como professores efetivos na mesma prioridade dos atuais professores dos quadros.

Meus santos senhores sindicais, em que é que isto é um sacrilégio???

Com todas as palavras: SOU PROFESSOR DO QUADRO E ISTO NADA ME CHOCA PORQUE ESTES PROFESSORES JÁ SOFRERAM AS AGRURAS PROVOCADAS PELOS HIPOCRITAS SINDICAIS, GOVERNAMENTAIS E OUTROS QUE TAIS !

Já viram a vida que lhes ofereceram ao longo de 13 anos?!

Sou professor do quadro e chateia-me ver estes colegas serem pisados uma, duas.. um milhão de vezes, por se achar que os professores dos quadros são uma raça superior. Sou do quadro e penso que estes colegas devem ter tantos direitos como eu... porque têm os mesmos deveres, são meus colegas, ponto!

Paguem-lhes o mesmo que me pagam, deixem-os concorrer na minha prioridade, o que me derem dêem-lhes, não me importo com a justiça social!

 ELES TRABALHAM COMO EU, eles fazem parte da MESMA ESCOLA QUE EU !!!

Em que é que isto choca a FENPROF se estes colegas já há muito deveriam ser do quadro e até terem já concorrido em concursos anteriores nessa condição e portanto na prioridade dos professores efetivos?!

 Efetivamente choca-me esta posição de menorização, de discriminação que a Fenprof faz aos professores contratados!

 É um sinal que esta Federação faz um frete aos seus associados mais conservadores, àqueles que acham que para os contratados terem direito a uma vinculação têm de ser humilhados mais uma vez como o foram na avaliação dos docentes, como quando foram servindo pela negativa de moeda de troca em negociações duvidosas no passado recente.

Ainda se lembram do sabor das pizzas?! 

De facto, a Fenprof tem uma leitura enviesada do que é a justiça social e não olha a meios para intentar mais e mais afrontas a quem pensam ser uma classe menor dentro da CLASSE DOCENTE - os sacrificados de sempre, os PROFESSORES CONTRATADOS.




Jorge Costa - professor do Quadro de Escola, 24 anos ao serviço, ex-contratado (provisório naquele tempo) mas...  colega!  

terça-feira, 25 de Fevereiro de 2014

25 - o número da ESPERANÇA - Professores contratados à espera de serem só PROFESSORES!

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HOJE COMEÇAM AS NEGOCIAÇÕES – QUE CONTAS SE VÃO FAZER?

Quem Vai sair disto de cabeça levantada?

Pedro vinte anos de serviço- nos últimos três anos só trabalhou 364 dias porque lhe tramaram a vida ao acabar com o par pedagógico de EVT.

Sara Roque – 16 anos de serviço – nos últimos três trabalhou 245 dias no grupo de Matemática e Ciências e 340 dias no grupo de Economia – tramaram-lhe a vida ao terem acabado com os cursos profissionais de gestão e contabilidade.

Vitor Assunção – 15 anos de serviço – nos últimos três anos trabalhou 184 dias no grupo de Português e 237 dias no grupo de Inglês – também o tramaram ao cortarem nos cursos até então disponíveis na rede escolar.

Doroteia Almeida – 17 anos de serviço – Foi tramada pela formação de mega-agrupamentos – perdeu as crianças que ensinava em Viseu. Nos últimos três anos andou em substituições e nas AEC. Conseguiu amealhar 326 dias de serviço.

José Piló – 19 anos de serviço – professor de Filosofia – trabalhou 358 dias nos últimos três anos. Esteve a lecionar em duas escolas do Algarve, uma em Coimbra e outra no Tâmega. Foi tramado pelos Mega, alterações curriculares e reconduções de candidatos menos graduados.

Diana Ferreira – 20 anos de serviço – Professora de História – nos últimos três anos trabalhou 331 dias. Foi tramada, ponto!

Glória Esperança – 53 anos de idade, professora de Economia e contabilidade. metade da vida a dar aulas, até há dois anos, quando mergulhou no desemprego. Quem tramou a Esperança?!

Estes casos revelam bem a injustiça de virem agora exigir 365 dias no mesmo grupo nos últimos três anos para poderem concorrer., porque todos eles já deviam estar no quadro se a Diretiva 1999/70-CE tivesse sido aplicada em Portugal desde 2001!

Estes professores tal como muitos milhares ficarão arredados para sempre dos quadros.

Mas então merecem ser tramados por uma exigência descabida, despida de bom senso?!

APELA-SE AOS NEGOCIADORES QUE PENSEM NO MAL QUE PODEM FAZER A ESTA GENTE SE NÃO EXIGIREM A REMOÇÃO DE TAL EXIGÊNCIA DO TEXTO DA PROPOSTA INICIAL DO MEC.

Se o fizerem sairão genuinamente de cabeça levantada do Palácio das Laranjeiras.

Se não o fizerem, bem podem olhar para o chão, pois a indignidade pesará chumbo sobre as vossas cabeças!

Os professores contratados depois destas negociações deverão ser tratados só de professores!

Caros negociadores, para já está nas vossas mãos conseguirem mais justiça social no seio da classe docente.


Ficamos à espera para reagir!

sábado, 22 de Fevereiro de 2014

A FÉ DE CRATO, A MENTIRA DO SÉCULO E A EXTINÇÃO VELADA DE UMA VINCULAÇÃO.

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Como deste lado não se dorme, esse é TAMBÉM um problema que Crato tem para resolver!

Ao anunciar que quer vincular 1000 a 2000 professores pela via pós VE, lá para 2015, Crato sabe que mente com quantos dentes tem.

Porque é que Crato, Matemático, é um homem de contas mal feitas?

Crato sabe que ao exigir 6 anos de contratos anuais sucessivos e, imagine-se, COMPLETOS(!), no pós concurso de VE nem 50 pessoas vai ter nessas condições!

 E CRATO SABE MESMO DISSO, MAS FINGE!

E quem vão ser estes 50 felizes contemplados com uma enxurrada de hipocrisia política:

- os que escaparam aos grupos atacados por reformas curriculares ditadas pelos cortes cegos;

-  os que acumularam renovações ad hoc em escolas Teip/Autonomia à custa de critérios manhosos de direções menos sérias (“trabalhou no agrupamento no último ano?” Depois pela proibição forçada pelos protestos, a segunda versão ligth, o novo critério do dá para tudo: “CRITÉRIO ÚNICO DE SELEÇÃO: ENTREVISTA = 50% - DESCULPE MAS O SEU PERFIL NÃO SE ADAPTA AO QUE PRETENDEMOS!...”);

- os que, tendo muito tempo de serviço, apesar de tudo não conseguiram vincular no Conc. Ext. por falta de vagas, mas que qualquer Direção amiga os manteve intactos em lugares à medida ao longo de muitos anos.

Estes cinquenta, se tanto, estarão em condições de vincular num universo dos 30 000 que quão náufragos com esperança de terra firme, ficarão a ver o minúsculo bote a afastar-se num mar de tubarões famintos.

Crato sabe que mente!

 Todos eles sabem que mentem, que aos poucos estão a atirar os professores contratados há longos anos para as águas turvas da esperança infundada, para as profundas águas traiçoeiras da hipocrisia, da insensibilidade, do desespero, do...  fim!

Dar esperança é a palavra de ordem desta gente sem escrúpulos, sem um pingo de seriedade política, com um intuito claro de minimização dos efeitos colaterais da diretiva europeia, de minusculizar uma obrigação que não pretendem cumprir de todo.

Esta forma não séria de dar esperança aos incautos joga-se num terreno em que a ânsia dos visados pela estabilidade profissional é tão intensa que lhes entorpece os sentidos. Cabe-nos alertar para os perigos da fé. “Pode ser que chegue a mim” é o que passa pelas mentes dos professores contratados menos esclarecidos. Este entorpecimento por via da fé fá-los esperar sentados, nada reativos, sendo isso muito perigoso, para todos.

Caberia às organizações sindicais alertar e combater a ilusão. E fazem-no?!

Mário Nogueira veio a público mostrar a sua preocupação com a entrada de professores nos quadros com receio do aumento de horários zero. É assim que se defende uma vinculação???
 Que momento tão BAIXO de Mário!

Crato está claramente a fazer jogo de cintura para não vincular quem deve vincular.


Crato tem um problema: A MENTIRA É MAIOR DO QUE ELE!

quinta-feira, 20 de Fevereiro de 2014

365 RAZÕES PARA NÃO ESTARMOS CALADOS - MILHARES DE PROFESSORES EM RISCO DE NUNCA VIREM A ENTRAR NOS QUADROS - Uma compilação necessária !

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Vamos exigir o fim da discricionariedade. Acabe-se com esta exigência descabida de se ter efetuado 365 dias de serviço num grupo para poder concorrer. Isso é deixar candidatos com muitos anos de fora de todas as possibilidades de integração. Isso é uma aberração concursal!

Estou certo que em particular a ANVPC vai repudiar esta exigência de 365 dias para se poder concorrer às vagas de determinado grupo.
Claro que se trata de uma grande injustiça!

O silêncio para muitos é um meio de conseguirem o que lhes interessa. É necessário acabarmos com isso, vamos acabar com a hipocrisia. Como? Protestando, não calando a revolta, exigindo que quem tem a palavra tome a palavra da revolta. Só assim poderemos dizer que temos um direito. 


É necessário quebrar silêncios!

Esperamos uma reação pré-negocial tanto da Fenprof como da FNE acerca da injustiça de só se deixar concorrer a determinado grupo quem fez no mínimo 365 dias nesse mesmo grupo. O que houver a dizer sobre isto deve ser dito antes do dia 25, pois há que dar tempo ao MEC para refletir e obviamente retirar essa condição aberrante da proposta seguinte. Já agora a ANVPC não deverá tardar com uma posição contra esta injustiça, creio ser este o momento de o dizer, preto no branco!

Li o comentário do SPGL à proposta do MEC e sobre o tema da exigência dos 365 dias nada foi dito. Espero que emendem a distração. Da FNE nada foi dito ainda, mas devem estar a pensar no assunto. Por enquanto vamos falando por aqui, mas é necessário começar a fazer pressão porque me parece haver gente a olhar para o seu umbigo em detrimento da correção de uma grande injustiça. Não se calem porque depois é tarde. Isto é como nos cortes nos vencimentos. Quem se cala depois come! Ou não, depende da perspetiva, da conveniência!

Esperava ouvir algo mais de outras bandas que não a sindical, mas parece que há um desinteresse por ser conveniente que essa questão fique como parece. E isso não é bom. Para já fico por aqui, mas se for necessário direi algo mais. Para já espero reais reações de quem realmente tem deveres para com estes colegas.

Está na hora de a ANVPC emitir uma análise detalhada do documento e reclamar do que há a reclamar. Afinal os professores contratados esperam isso de quem os pode e deve defender! E dizer o que entende sobre esta vergonha da exigência dos 365 dias no mesmo grupo para se poder concorrer à VE. Um desafio à ANVPC, pois não se deve esperar, deve-se dizer o que há a dizer para não se ser apanhado em contra-pé. Não é assim?!

A ANVPC pode e deve falar para sensibilizar e exigir dos negociadores sindicais para que também exijam e, ainda, do MEC, para que altere a sua proposta. O silêncio é que pode ser confundido com complacência, o que torna a postura pouco saudável, nada aceitável!...

 A ANVPC existe para exigir sem desvios, sem silêncios, com frontalidade, é isso que esperamos. É por isso que tenho lutado. Por isso também é deve falar rapidamente quem tem essa obrigação e contestar a questão desta exigência dos 365 dias no mesmo grupo para se poder concorrer à VE. Isso chama-se afunilar para eliminar! Só que estas pessoas não se eliminam, tratam-se com dignidade, sem subterfúgios, com o respeito que merecem depois de terem penado anos a fio pelos sinuosos caminhos da precariedade forçada pelo atropelo à lei.

Aguardar mais, é perigoso… neste caso!



sábado, 15 de Fevereiro de 2014

A homenagem: Soube que ela tratava da alma dos outros e que se esqueceu da sua...tinha 35 anos e não aguentou, desistiu... da vida...

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Era Psicóloga, tinha 35 anos e desistiu.

Vamos tentar não sair daqui assim, envelhecer nem sempre é fácil, viver também não, mas cada momento é uma benção!..
.
Era filha de um familiar e pôs termo à vida na semana passada.

E foi o silêncio que imperou, cortado pelo sofrimento dos pais e do irmão.

A eles o desejo de muita força neste momento tão difícil.

Um grande abraço solidário!

Jorge

sexta-feira, 14 de Fevereiro de 2014

Sobre a proposta de vinculação - 365 dias no mesmo grupo de recrutamento nos últimos três anos

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Primeiro reduziram-se currículos, depois despediu-se. Claro está, a malta fez nos últimos 3 anos tempo de serviço às pinguinhas, quase sempre em mais do que um grupo, o que não dá os 365 dias num só grupo disciplinar impostos nesta proposta.

 A malta... bem, a malta nesta situação pode ter muitos anos de serviço, mas por não ter tido a sorte de renovar contratos, irá mais uma vez ficar de fora. E garanto que estamos a falar de gente com vinte anos de serviço que recentemente foi atirada para o desemprego ou para horários incompletos, em diversos grupos, o que não lhes permitiu fazer 365 dias num só grupo nos últimos três anos. 

O que lhes vão fazer? Atirar fora, deixando-os na berma?!...

Apela-se a quem vai estar sentado por lá a partir do dia 25, à FNE e à Fenprof  &Cpa. que exijam a eliminação deste requisito dos 365 dias num só grupo. 

TAL É ABERRAÇÃO CONCURSAL!

Acresce que, pode muito bem acontecer, um candidato melhor graduado não entre nos quadros por ter o infortúnio de possuir habilitação para mais do que um grupo, ter trabalhado nos últimos três anos no grupo A, não abrirem nesse grupo vagas que o cubram e, num grupo B, para o qual tinha habilitação, só porque não cumpriu o requisito dos 365 dias, fica de fora, vendo candidatos pior graduados ficarem no quadro.

 É preciso ver isto muito bem!

Mas isto ainda é só uma migalha. Ainda falta o resto, o cumprimento retroativo da  Diretiva 1999/70-CE.
O assunto está vivo, muito vivo, e sobre isto vamos ter de falar em breve outra vez, quando o prazo dado pela Comissão Europeia terminar!

segunda-feira, 20 de Janeiro de 2014

UMA VÃ TENTATIVA DE CONTINUAR A ESCRAVIZAR OS PROFESSORES CONTRATADOS

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Se esta vinculação fosse nos moldes desejados por Crato tal significaria que se estaria a admitir a premissa da naturalidade de um uso dos colegas contratados anos e anos a baixo custo, sem fatura, sem que lhes fosse sequer reconhecido o direito de exigirem ser reconhecidos como os outros professores, os dos quadros.

 O abuso a que estiveram sujeitos, pela miséria de salários que foram obrigados a receber numa qualquer caixa de MB, longe dos olhares dos colegas dos quadros, sem misturas, em silêncio, mordendo os lábios de revolta por sofrerem em silêncio.

Um professor que trabalhou oito, dez, quinze, vinte anos com frágeis contratos, facilmente quebráveis, muitas vezes sem ter oportunidade de os completar para fazer um único e tão desejado ano completo de serviço, vê-se agora arredado do direito a vincular.

Este caráter invasivo da relação do ME com estas vítimas de bulliyng laboral, com estes colegas contratados de longa duração, dá uma visão horrenda da verdadeira natureza de quem pode fazer mal a um ser humano. E asseguro não estar a falar só de quem governa ou governou, mas também dos "defensores" oficiais dos professores, os encartados para o efeito. Mas desses já muito disse noutras épocas da luta.

Pois assim, a estes amigos professores como nós mas sem direitos iguais, está-se a dizer: se não tens anos completos de serviço esquece a tua vida como professor(a)!!!

 Se isto não é torturar então podem dar-me um tiro e calo-me de uma vez por todas!

Um colega pode ter 12, 15 anos de serviço sem nunca ter tido um horário completo. Vão fazer-lhe o quê, mandar o professor para o Júlio de Matos ou para o Conde Ferreira por não ter recuperado de uma depressão que lhe atiraram para cima ao tirar-lhe quase tudo?!

Porque é certo que lhe vão dar cabo da vida. E o pior de tudo é que provavelmente o colega nem conseguirá chegar a essas mui respeitáveis instituições pelo próprio pé!

Atirar estes professores para fora do sistema é de uma violência psicológica que poderá facilmente desabar no desespero com contornos de quase loucura anunciada, e isto não se faz a ninguém senhor ministro Crato!

Estes professores já há muitos anos que andam de tanga, quer Crato tirar-lhes o resto, e os outros, os defensores oficiais, vão ficar calados a defender o défice do reino?

Podia estar calado, mas não quero nem vou!...

 Desculpe-me Crato, mas não consigo alinhar com injustiças, nem dele nem de quem deve defender estes colegas já tão humilhados.

Podia estar calado, que materialmente a coisa não me tocava, mas não suporto ver as pessoas com quem convivo todos os dias enlouquecerem aos poucos, é coisa que me aborrece!

Os professores contratados já sofreram o suficiente com esta espécie de escravatura dos tempos modernos, mal pagos, humilhados, sempre avaliados, deturpados, sugados até ao tutano, e agora, quando poderiam recuperar parte da dignidade, que nunca deixaram de ter mas só porque era a deles e a seguraram bem na estreita ponte do precipício social, quer Crato e sua comitiva tirar-lhes um direito, o direito de viver uma nova vida, o direito de dar um pouco mais a si e aos seus.

 A ir para a frente esta exigência dos anos consecutivos com horário completo para vincular, estarão governo e organizações sindicais a condenar estes colegas professores a uma prisão perpétua na instabilidade laboral, pessoal e, pior, a humilhá-los indefinidamente, o que deixará marcas muito difíceis de superar por estes homens e mulheres que tanto têm dado de si à escola pública, ao país, ao meu, ao teu, ao de Crato.

Agora a pergunta a Crato e comitiva:

-Quem vale mais, um professor que fez os tais cinco anos completos consecutivos com horário completo, mas que só tem cinco anos de serviço (se tal fosse possível nos tempos que correm...) ou um professor que trabalhou quinze mas sempre incompletos?

Solução para o aluno ver antes de responder:

-Valem ambos o mesmo, mas o segundo já tem uns valentes cabelos brancos.

Fosse eu o Crato (que Deus me livre e guarde) e logo decidia uma resposta:

- Pelos quatro anos do primeiro e pelos cabelos brancos do segundo, vincule-se os dois!

Às organizações sindicais exige-se que exijam pois!

Que exijam que todos os professores com quatro contratos anuais com o ME, mesmo que incompletos sejam vinculados, pois a Diretiva 1999/70-CE o que refere é isso mesmo!

Que exijam que para essa contabilidade se tomem todos os anos desde 2001, ano em que a diretiva devia ter tomado corpo de lei em Portugal, mas que, sorrateiramente, os sucessivos governos se foram esquivando de o fazer.

Portanto devem ser vinculados todos os professores que desde 2001 tenham acumulado quatro anos de contratos anuais, mesmo que com horário incompleto (não deixa de ser um contrato anual!), com a mesma entidade patronal, no caso o ME (e não com entidades externas).

Tudo o que for menos que estes termos é inaceitável!

AGORA FAÇA-SE JUSTIÇA!

Jorge Costa (Ex-Professor Contratado, Professor do Quadro há vinte anos, que efetivou num tempo em que os professores ainda eram respeitados!)

domingo, 19 de Janeiro de 2014

OS PROFESSORES CONTRATADOS NÃO ACEITAM SER MARIONETAS - A DESMONTAGEM DE UMA FRAUDE MONTADA DE FORMA APRESSADA!

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Esta forma como o MEC vem impor a vinculação dos professores é absolutamente um conjunto de pedregulhos atirado aos olhos da opinião pública e, porventura ainda pior, à Comissão Europeia.

 Senão vejamos:
Crato e a sua equipa quer que aceitemos que docentes. com 10, 15 ou 20 anos de serviço sejam excluídos de uma vinculação só por não terem tido a sorte de cair numa escola TEIP ou outra equivalente na benevolência, inquinada pelos amiguismos em concursos à medida do parente próximo ou do amigo do amigo, onde lhes tivessem sido renovados contratos sucessivos.

Crato e a sua equipa querem que estes professores, muitos com duas décadas de ensino cumpridos na angústia da precariedade e de horários incompletos (muitos longe de casa sabe Deus Nosso Senhor onde), que não possam vincular por falta dessa sorte das renovações aleatórias tal como aleatórias foram as colocações em concursos idos.

Escalpelizando o teor da sacanagem do processo de vinculação decidido para os não vinculáveis no corrente ano e que fiquem à espera de 2015, da história dos cinco contratos anuais seguidos e completos exigidos para tal, suponhamos o seguinte cenário absolutamente possível:

Um professor (seja o José) que tenha três contratos ou até quatro com horários completos e seguidos mas tenha intercalados outros incompletos e novamente volte a ter mais 3 contratos seguidos completos e anuais, acrescendo ao facto de este ano não ter tido a sorte de ficar com horário completo, apesar de vergado pelos seus 20 anos de serviço ficará excluído da vinculação, melhor dizendo, torna-se numa sombra do que já foi porque deixará de ter lugar pelo mérito da velhice!

Pelo método de seleção agora imposto, haverá sempre um(a) colega (seja a Maria) com menos anos de serviço e menor graduação profissional, que vinculará só pelo facto de ter tido a sorte de cair numa escola com uma Direção “simpática ou amiga, muito!...”, e que assim viu renovados os contratos necessários, ano após ano. O Zé, o tal dos 20 anos de serviço, não vinculará, a Maria sim!

Com as regras corruptas que estiveram em vigor nas contratações de escola fabricadas a preceito pela tutela e gulosamente aproveitadas por muitas Direções das escolas para dar emprego aos afilhados, tudo pode acontecer agora como se vê!

A Maria até pode efetivar, mas o Zé TEM DE EFETIVAR, senão o mundo estará virado às avessas!

Outra questão que se coloca prende-se com o facto de a Diretiva 1999/70-CE impor a vinculação do trabalhador ao fim de quatro anos sucessivos a contrato, que deveria ter sido aplicada em Portugal a partir de 2001. Em lado algum se exige que o trabalhador tenha que ter tido horário completo, isso é uma invenção à boa maneira portuguesa para fugir às responsabilidades. Ora, há também centenas senão milhares de professores que apesar de nunca terem tido horários completos trabalham há mais de quatro anos para a mesma entidade patronal, ou seja, o MEC, e muitos há nestas condições há mais de dez anos. Então estes professores vão ser excluídos? Não podem!

Crato acha mesmo que os professores como o Zé, os Zés, se vão calar com estas aberrações legislativas que os vão atirar para o desemprego?!

 Não sabe Crato que muitos destes professores têm filhos para criar, que são professores que estão na casa dos 40-50 anos de idade e já perderam a paciência para lhes tirarem o emprego, enfim uma parte imprescindível da sua dignidade?!

Quer Crato vincular todos aqueles docentes que têm mais de quatro anos de serviço, ou prefere que comecemos já a falar das indemnizações devidas a todos os milhares de professores que estiveram a contrato desde 2001 apesar de terem mais de quatro anos de serviço docente? Sim, este aspeto não está esquecido, como é óbvio!

Enfim, enquanto autor da petição apresentada quer no parlamento nacional e que deu origem à Resolução 35/2010, quer da apresentada no Parlamento Europeu em 2009 que deu origem a este processo de vinculação extraordinária de professores, não aceitarei que os professores contratados sejam ludibriados por um processo armadilhado que lhes rebentará nas mãos ao longo dos próximos anos. Sim, porque da maneira que Crato quer, é isso que se verificará, pois só excecionalmente os professores cumprirão os requisitos da malha apertada deste processo de vinculação imposto.

Já se percebeu que ao chutar para a frente a vinculação dos que vêm depois da vinculação extraordinária que se avizinha, impondo 5 contratos anuais em horário completo, Crato e sua equipa querem claramente de forma velada excluir o máximo de professores do sistema, mesmo tendo mais de quatro anos de serviço.

 A receita é simples: “se não queremos que esses professores entrem nos quadros, vamos continuar a política de cortes a direito nos currículos, de agregações de escolas, de aumento de alunos por turma, etc, enfim a receita habitual, para evitarmos que haja emprego para estes professores na calha da vinculação. E deixámos-los cair por essa via como folhas secas em tarde ventosa de outono, ponto final!”

Crato e sua equipa estão profundamente equivocados. Os professores contratados estão com os olhos bem abertos e ouvidos alerta mais que nunca, porque agora trata-se mesmo de sobrevivência profissional e parte da outra.

Corrija-se Crato e conversamos a seguir!


Jorge Costa (Ex-Professor Contratado, Professor do Quadro há vinte anos, que efetivou num tempo em que os professores ainda eram respeitados!)

sábado, 18 de Janeiro de 2014

O EMBUSTE DE UMA VINCULAÇÃO POBRE DE VAGAS CIRURGICAMENTE ANUNCIADA: O PRETO NO BRANCO.

2 comentários:
A vinculação proposta por Crato não é razoável porque contorna a lei, é descabida por deixar de fora 13000 que no imediato deveriam entrar nos quadros, cheira a embuste, é irrisória considerando o universo vinculável, tem cheiro a mofo por ser mais do mesmo do que se verificou no passado, não respeita quem fez quatro anos de serviço a partir de 2001, cinco anos consecutivos é o mesmo que dizer a pelo menos dez mil professores "esqueçam a estabilidade profissional, agora emigrem!". Como responsável pela petição apresentada à CE em 2009, não aceito isto, não posso aceitar que os meus colegas contratados inelegíveis por esta arquitetura sejam excluídos do processo de Crato.

Não, não posso aceitar em consciência que o que fiz serviu só para alguns e não para todos os que merecem o fim da injustiça.

Não, não contem comigo para estar calado. Informarei a Comissão Europeia desta enesima afronta à dignidade dos professores contratados.

É o que me resta, em consciência!

Jorge Costa (Professor do Quadro há vinte anos, que efetivou num tempo em que os professores ainda eram respeitados!)