terça-feira, 19 de Agosto de 2014

18/AGOSTO/2014, uma data a recordar por muitos. Para os outros colegas, O DESEJO QUE CONTINUEM A LUTA, POR VÓS E PELOS VOSSOS

PARABÉNS A QUEM VINCULOU!

Aos colegas que não vincularam, um desejo:

- NUNCA PERCAM O ÂNIMO PELA LUTA, SÓ PERSISTINDO COM INTELIGÊNCIA NESSA LUTA É QUE ALCANÇARÃO A VOSSA ESTABILIDADE.

NÃO FIQUEM SENTADOS, ISSO NÃO BASTA!

A LUTA ESTÁ A MEIO, MUITO FALTA PARA FAZER, MAS MUITO JÁ FOI FEITO COM SACRIFÍCIOS PESSOAIS INCALCULÁVEIS.

Quem quiser mudar o rumo terá de escolher caminhos, traçar estratégias, definir metas.

 Isto faz-se com perseverança,  com previsão de reações de a quem se recorre e de quem governa.

A agressividade pode ser incómoda para muitos, mas há momentos ou fases da vida que não se alteram se não for com uma guerra ao conformismo, à hipocrisia.

Esta luta não é para todos, mas deve ser feita por todos, sem parasitismos como daqueles que se achando bem posicionados deixam o tempo passar para  os que lutam lhes fazerem chegar o bolo tão desejado - mas tal é indigno, improprio de homens e mulheres de cabeça bem levantada, tal não passa de pequenez mental.

Por fim, dizer que lutei 18 anos por um objetivo que finalmente foi conseguido.

 Foram tempos difíceis, de muita incerteza ano a ano, de muito sofrimento, mas também de muita luta!

Recentemente, no decorrer dessa batalha, cruzei-me com um conjunto de colegas contratados que, inconformados com a sua sorte, comigo fundaram a ANVPC, a quem também agradeço, em particular ao César Israel Paulo e ao Pedro Vieira, e a toda a nossa equipa que se esforçou ao máximo para chegarmos onde chegamos.
Infelizmente para estes colegas a vinculação ainda não chegou, e bem a mereciam! Mas, conhecendo como os conheço, irão em breve atingir esse objetivo!...

Esta luta tem de ser continuada por todos aqueles que ainda não atingiram o objetivo de vincular.

Não fiquem parados, lutem, lutem e lutem!

Levantai-vos hoje de novo!!!

Jorge Costa

quarta-feira, 13 de Agosto de 2014

JUSTIÇA DIVINA - PACC - O PECADO MAIOR !



Imaginemos que através dos maus resultados obtidos na PACC Crato consegue eliminar cinco professores com menos de cinco anos de serviço, porque dos oito elegíveis para o CEE que segundo o Arlindo reprovaram na famigerada prova, três conseguem passar para os aprovados nas reclamações da dita cuja.

Imaginemos que esses cinco eram professores que tinham concorrido ao abrigo da cota de deficiência.

Imaginemos que infelizmente dois eram cegos, outro surdo, outro com graves limitações de mobilidade e o colega tetraplégico.

Imaginemos que, na sua vã glória, Crato consegue eliminar todos estes candidatos à docência, os quais até já lecionaram com resultados fantásticos dos seus alunos, e nem considerando as limitações dos mestres.

Imaginemos agora que Crato abre os jornais no dia seguinte e lê as gordas de relance parando na que diz:

PROFESSORES DEFICIENTES PURGADOS DAS ESCOLAS: Crato, o cretino, capacitou-se que concederia competência capacitativa quando candidatos competentes conseguissem cumprir com classe… a PACC !!!

Imaginemos que, mesmo que fosse verdade, Crato não se importava com nada disto!

Crato quer provas, em todo o lado, a todo o custo!

Mas saberá Crato que a maior prova de competência é a de saber ouvir e tirar lições dos erros cometidos?

A purga só servirá para cometer injustiças, porque Crato, o jovenzinho acabado de sair da faculdade, cometeu certamente imensos erros ortográficos.

Que bom seria vermos um destes dias publicado na imprensa um texto de Crato o jovem ou de Crato o velho, apenhado de erros ortográficos. Eles estão lá num qualquer texto escrito com todas as suas capacidades físicas e mentais ao máximo, mas… com sérios erros ortográficos.

Crato seria professor se tivesse realizado uma PACC que só avaliasse os seus erros ortográficos? Nunca o vamos saber, mas algures, num qualquer caderno de apontamentos do Crato, numa qualquer prova que ficou esquecida num arquivo da faculdade está a resposta a esta inglória questão.

E, para quem acreditar, imaginemos, Deus Nosso Senhor um dia a chamar Crato junto de Si e dizer-lhe:

- Crato, lembras-te daqueles cinco jovens deficientes que eliminaste com a tua foice, perdão (Deus a pedir perdão ao Crato!!!...), com a tua PACC. Ainda não vieram, mas já têm lugar no paraíso!

E Deus, pausadamente como é característico, continua  o seu discurso escrevendo ao mesmo tempo, como o gosta de fazer, numa tábua, com alguns erros ortográficos, e isto tudo à vista dos olhos de Crato!

E diz:
- Sabes Crato, entretanto aprenderam a escrever sem se esquecerem da pontuação. O cego tornou-se um escritor famoso com direito a Nobel. O professor surdo é o interprete gestual das Nações Unidas mais solicitado para a área da educação. O tetraplégico é o físico teórico mais conceituado do mundo e até já descobriu vários dos meus mistérios. O da cadeira de rodas (gosto de os tratar pelos nomes), o Pedro, é bom como raio no cálculo matemático, tendo-se tornado o Matemático mais solicitado pelas equipas de investigação de todo o mundo. Quando vier irá substituir o meu velho Pedro, que está cansado de fazer contas a quem fica aqui por cima e quem manda descer.

- Bom, Crato, agora podes ir, senta-te acolá e espera que venha o novo Pedro. Ele depois trata de ti! 

- Mas... Senhor, eram cinco... eram cinco!... Senhor, e então o quinto, quem era ele? - retorquiu Crato em pulgas porque é homem de simples números.

E Deus, demoradamente olhou Crato nos olhos, ficou em silêncio e nada mais disse.

E Crato, finalmente, percebeu!

Percebeu que Deus às vezes também gosta de dar uma perninha no nosso mundo.

E que, o que mais adora... é fazer-se passar por um de nós!



Por JC




domingo, 10 de Agosto de 2014

O FANTÁSTICO CRATO EMARANHOU-SE TODO NA SUA TEIMOSIA - E PORTANTO, OU DEIXA CAIR RAPIDAMENTE OS DESEJADOS EFEITOS DA PACC OU O ARRANQUE DO ANO LETIVO FICA EM PANTANAS!



Veja-se o calendário e cruze-se com o Decreto Regulamentar da PACC:

Artigo 9.º
[…]

2 - O pedido de consulta de todas as componentes da prova deve ser dirigido ao IAVE, I.P., nos dois dias úteis seguintes àquele em que a lista de classificações foi divulgada.

COMENTÁRIO: Como os resultados da PACC foram publicados em 4 deste mês, os dias 5 e 6 foram para pedir a consulta da prova.

3 - As reproduções das provas a que aludem os números anteriores devem ser remetidas ao requerente, para o endereço de correio eletrónico que consta do seu processo de inscrição, até dois dias úteis seguintes ao da entrada do requerimento.

COMENTÁRIO: A qualquer candidato que tenha pedido a prova no dia seis, pode muito bem esta só lhe ter chegado à sua caixa de correio até ao final do dia 8 de agosto.

4 - O pedido de reapreciação da prova é dirigido ao presidente do JNP nos cinco dias úteis seguintes ao da receção pelo candidato das reproduções da prova objeto do pedido de reapreciação.

COMENTÁRIO: Ou seja, um candidato que tenha recebido no dia oito de agosto a prova, pode pedir a reapreciação entre os dias 11 e 18 de agosto (15 é feriado).Depois há que tomar uma decisão acerca desse pedido que na melhor das hipóteses seria no dia seguinte, ou seja 19 de agosto.

5 - Da decisão que recair sobre o pedido de reapreciação da prova ou provas cabe recurso para o membro do Governo responsável pela área da educação, a interpor no prazo máximo de cinco dias úteis a contar da data de notificação da decisão ao requerente.

COMENTÁRIO: Portanto, se alguém decidir efetuar este recurso, tem desde o dia 19 (na melhor das hipóteses!) até ao dia 25 de agosto para fazê-lo. Como temos um ministro extremamente ponderado e rigoroso, acreditamos piamente que demorará pelo menos 24 horas a ponderar sobre esse recurso e só no final da tardinha do dia seguinte, ou seja, no dia 26 de agosto é que dará despacho. Ora, seria só nesse dia que as listas de colocação do Concurso Externo Extraordinário poderiam ser publicadas! Mas, azar dos azares, restam só três míseros dias úteis no mês de agosto para meter um prazo de reclamações do CEE, para fazer um concurso de mobilidade interna que demora uns dias valentes, e mais e mais e mais!


Definitivamente, Crato - o matemático - está reprovado nesta prova de cálculo e de bom senso, sem direito a recurso hierárquico! 

Portanto, demita-se senhor ministro! E quem o sustenta pode também fazê-lo, a bem da escola pública, dos professores e de...  Portugal!

terça-feira, 5 de Agosto de 2014

Professores contratados criticam ausência de resultados do concurso extraordinário

Bem dito sobre a incompetência para governar a escola pública e... já agora,  o país!

 

Contratados argumentam que não se devia ter aberto concurso de contratação sem saírem primeiro os resultados do extraordinário.



ver mais em:

http://www.publico.pt/sociedade/noticia/professores-contratados-criticam-ausencia-de-resultados-do-concurso-extraordinario-1665350



segunda-feira, 4 de Agosto de 2014

DATA PARA SAÍDA DAS LISTAS DO CEE /CONTRATAÇÃO INICIAL

Com milhares de professores num stress tramado à espera de saída das listas de colocação do CEE e de ordenação da contratação inicial, nem uma palavra do MEC, nem uma palavra das organizações sindicais.

Parece que as organizações sindicais fizeram um pacto de "cavalheiros" com o MEC desde os tempos idos em que houve encrenca da grossa com as datas anunciadas e não cumpridas para saída das listas. 

Desde aí, que os sindicatos deixaram de exigir com estrondo o anúncio de datas para a publicação das listas de colocação.

Mas o que se passa com este sindicalismo inerte? Então não é de ir para a comunicação social exigir respeito pelos candidatos que merecem ter umas férias sossegadas sem terem de estar a ser massacrados ano após ano com incerteza de datas, de colocações, de futuro profissional imediato?!

Que sindicalismo é este que, à parte uns textositos de revolta contida, publicados num canto escondido no respetivo site oficial, ou nem isso, se faz de tonto e não reclama sonoramente junto dos media.

Que governo é este que aproveita esta flacidez sindical para continuar a achincalhar os professores, em particular os atuais contratados, mas por arrasto os do quadro que têm de concorrer à mobilidade?!

É mesmo necessário o Arlindo se deitar a adivinhar datas para publicação de listas, ou bastaria um telefonema para a DGAE para exigirem que os professores sejam esclarecidos sobre o que se está a passar e qual o dia exato para publicação das listas?!

Que espetáculo deplorável este!!!

Vamos acabar com este longo ciclo de falta de respeito pelos professores!

Assinem a petição que lancei no início de julho para exigir o anúncio de um calendário concursal com datas bem definidas para saída das listas.

Clica aqui mesmo ao lado na petição ativa. 

LUTA PELA TUA DIGNIDADE!

domingo, 20 de Julho de 2014

Os professores que vigiarem a PAC podem ser...







... HIPOCRITAS, porque se esqueceram da sua ex-condição de contratados, ainda que há muito tempo;

... VENDIDOS, porque ao vigiarem estão há espera de algo indigno há custa dos mais fracos;

... COBARDES, porque é preciso dizer não, basta de humilhação, nem que seja dos colegas contratados;

... INSANES, porque estarão a colaborar num processo ele próprio senil;

... MEDROSOS, porque tudo o que seja ordem de serviço acham que é para cumprir, mesmo que seja para para humilhar os colegas;

... PIDESCOS, porque vão vigiar algo  pelo poder efémero e não pela autoridade da razão;

... PILATOS, porque vão lavar as mãos na água suja da indignidade;

... PROVINCIANOS, porque se vão deixar enganar pelas promessas de qualidade no ensino com esta PAC ou outra qualquer que inventem;

... LAMBE-BOTAS junto das direções escolares, para obterem mais aquele bocadinho que lhes falta;

... UMBIGUISTAS pois tudo o que não lhes toque pode ser;

... CEGOS, ou outra coisa qualquer, que pelo menos os deixe míopes na sua ténue consciência de cidadãos obedientes;

... BESTAS, porque essas são mandadas para a frente com a cenoura da bandalhice;

... CANALHAS, porque vigiar uma prova para tramar a dignidade de quem faz a prova e de quem não a faz mas está solidário com as vítimas, é de facto uma canalhice de todo o tamanho;

... UM DOS INCRÍVEIS 120 MIL que estiveram em Lisboa em luta contra a avaliação de professores e que desgraçadamente se esquece do que os moveu na altura, porque agora não lhes toca!


ESTA PROVA È UM ERRO na sua essência, mas tem uma virtude, só uma:

- VAI POR A NÚ QUEM É QUEM!








sexta-feira, 18 de Julho de 2014

PAC - O desprezo por uma classe ou um golpe de política rasteira



Mais uma tentativa de humilhação que poderia custar caro a Crato, seus seguidores e ao governo em ruínas de Passos, se...

Uma mera distração, planeada ao serão, para atenções desviar do insucesso de políticas de algibeira que estão a levar o país para um beco sem saída a troco de uns tantos lugares no selim dourado de um FMI ou de uma OCDE, ou ainda de uma qualquer sucursal do capital sem rosto.

Os professores contratados, a massa que está à mão dos politicositos feitos à pressa numa jota qualquer e dos vendidos que a eles se juntaram e que pensam que aquela classe profissional ainda é submissa como nos tempos da outra senhora, são os condimentos achados para a panelona do costume

Enganam-se e poderiam cair por isso não fora também na classe docente existirem jotitas, vendidos e aspirantes a um lugarzito junto das direções escolares ou meramente por  lhes gostarem de fazer a vénia, em particular às das escolas escolhidas a dedo para a realização da PAC.

 São esses, os vigilantes, os pidescos,  que podem estragar o esquema aos sindicatos de professores que lá vão encenar mais uma lutazinha supostamente em favor dos professores contratados.

Enfim, o mesmo de sempre num país apenhado de uma certa miopia.

Todos distraídos, com graves dificuldades de visão... ou a fingirem que não enxergam!



quarta-feira, 2 de Julho de 2014

Judite e André - dor de mãe, a dor maior!

A jornalista escreveu:
"Perdi o meu filho. O meu único filho. A luz que dava sentido à minha vida. O meu santo que tantas alegrias me deu. Bom filho, bom estudante, inteligente. Com uma carreira de sucesso. Não sei como vou ultrapassar esta dor. O que sei é que uma parte de mim morreu com o meu André. Interrogo-me sobre o sentido da minha vida. As minhas escolhas, a minha vida focada no trabalho, na escrita, tendo sempre presente que o meu filho era quem mais se orgulhava do que eu fiz e construí ao longo da minha vida. Fiz tudo para que nada faltasse ao meu André, mas não consegui salvar-lhe a vida. Um fracasso e uma tragédia. Estranha vida a minha! Realizada profissionalmente, dramática pessoalmente. O último ano foi penoso. Apenas existia o meu André que me dizia muitas vezes: " Mãe, não vais ficar sozinha". E eu acreditava. Acreditava. Eram palavras ditas pelo meu filho, um jovem ponderado e sensato", lê-se.




Um filho é muito do que nos move, uma enormidade nas nossas vidas...

Muita força Judite de Sousa.

Jorge Costa

terça-feira, 1 de Julho de 2014

PETIÇÃO À ASSEMBLEIA DA REPÚBLICA PELA OBRIGATORIEDADE DE ESTABELECIMENTO DE DATAS FIXAS PARA A PUBLICAÇÃO DAS DIVERSAS LISTAS DOS CONCURSOS DE PROFESSORES



Acabo de redigir e colocar à recolha de assinaturas esta petição com o objetivo de acabarmos com a falta de respeito com que os sucessivos responsáveis pelo MEC tratam os professores em matéria de concursos.

Para: Assembleia da República 


Exma. Senhora Presidente da Assembleia da República 
Os cidadãos abaixo assinados vêm apresentar junto do Parlamento de Portugal a presente petição. 

Considerando que: 
1- Ano após ano, o Ministério da Educação e Ciência vem adotando sistematicamente a mesma postura no âmbito dos diversos concursos de professores que vem realizando, escusando-se de estabelecer e divulgar datas fixas para a publicação das diversas listas, a saber, listas provisórias de ordenação, listas de colocação e não colocação e definitivas de ordenação; 

2- Tal prática, propositadamente omissa em relação ao estabelecimento de datas fixas para a saída daquelas listas, ofende os mais elementares direitos dos cidadãos, nomeadamente o direito de ser informado acerca dos prazos e datas exatas de um processo concursal no qual se encontram envolvidos; 

3 - Este vazio, aliado à urgência de uma colocação, deixa sistematicamente, ano após ano, largos milhares de professores em suspenso e psicologicamente exaustos pela incerteza acerca do seu futuro profissional para o ano letivo seguinte; 

4 - O facto de todos os anos os professores serem sujeitos a procedimentos concursais em pleno período de gozo de férias, pautados pela incerteza gerada pela inexistência de datas fixadas para publicação das diversas listagens, agrava a sua angústia, deixando um cansaço psicológico acrescido que inevitavelmente prejudicará a sua prestação no ano letivo seguinte; 

5 - O Ministério da Educação e Ciência deve dar o exemplo de uma pessoa de bem, tratando com respeito os profissionais que tutela, devendo informá-los com rigor acerca dos prazos e datas específicas dos processos em que os envolve. 
Deve, portanto, o Ministério da Educação e Ciência, pela voz dos seus responsáveis, alterar a sua postura, tratando com respeito e consequente dignidade os professores dos quadros e os professores contratados no sentido de, justamente, dignificar a profissão docente, infelizmente tão maltratada nos últimos anos com um acentuado prejuízo coletivo invisível no curto prazo mas repleto de nefastas consequências a médio-longo prazo. 

Neste intuito, os peticionários apelam junto da Assembleia da República que delibere com o objetivo de: 
1. O MEC obrigar-se a estabelecer prazos fixos de desenvolvimento do processo no início de cada concurso de professores para as diversas fases do mesmo. Mais especificamente, estabelecer datas fixas para a divulgação das listas de ordenação provisória, definitiva e de colocação e não colocação dos candidatos; 
2. Recomendar ao MEC que, atempadamente, divulgue junto das escolas regras claras de organização do ano letivo, de forma que os concursos de professores não sofram adiamentos injustificados. 

3. O MEC organizar os diversos concursos de forma que, no mínimo, se evitem situações que resultem na necessidade de os professores terem de intervir no processo através de procedimentos a efetuar durante o período mais comum de gozo de férias, o mês de agosto. Deste modo, deverá o MEC permitir que os candidatos apresentem as opções por escolas e agrupamentos de escolas logo no momento inicial, o da apresentação dos dados de graduação. 

Os peticionários,


Se concordar pode assinar a petição em:

http://peticaopublica.com/pview.aspx?pi=PT74051



terça-feira, 10 de Junho de 2014

A politica rasca de vão de escada

“Se os juízes do TC não aceitam a crítica, não têm condições para exercer o cargo”

A vice-presidente do PSD Teresa Leal Coelho acusa o Tribunal Constitucional de “fazer juízos de ponderação política” e de condicionar a “liberdade do legislador”. A deputada considera que o TC está obrigado a responder ao pedido de aclaração e que, no limite, está sujeito a um pedido de anulação do último acórdão.

in público

Esta mulher com m pequeníssimo diz o que os minoritários ainda desgovernantes dizem enquanto vão bocejando por tempos idos. O TC tem sido o travão de uma ditadura disfarçada de democracia, a daqueles!


Portanto, ou saem pelo próprio pé, ou caem como fruta podre.
 O curioso é vermos os juros da dívida a descerem mesmo depois do chumbo do TC.

Estas afirmações são o exato sinal de que esta comandita de ultra-liberais anda aqui para destruir o Estado Social a favor dos intentos de alguns. Trabalho feito e em procissão rumam todos para os FMIs.


O povo está sereno, porque o tempo é de colheita... o que não presta, vai fora!

segunda-feira, 9 de Junho de 2014

sábado, 7 de Junho de 2014

A resposta do Bruno na íntegra - uma mixórdia que nos confirma o que se suspeitava: a Providência Cautelar, embora inerte, tinha por objetivo tramar mais uma vez os professores contratados!



E por isso publico na íntegra as afirmações do próprio que nos dá uma ideia clara do que por ali vai.
Quanto a comentários insultuosos na caixa de comentários apago-os sempre que necessário. Claro que o juízo do Bruno até na linha do que escreve é de que não são insultuosos (porque lhe convém que não, ponto!).

Pela cegueira do texto que escreveu no seu blog, publico-o na integra porque o próprio texto desmascara o seu autor deixando claro as suas más intenções, que ofendem os professores contratados em geral e os que com eles estão solidários. É uma mixórdia de argumentos baseados na premissa "eu sou do quadro, cheguei primeiro, há uma lei que dá prioridade aos do quadro em relação aos que ainda não o são, etc"...

Enfim, uma mixórdia confusa que só descredibilizou quem com grande parangona correu para a comunicação social para anunciar uma ação inerte junto dos tribunais, que cairá como folhas secas porque ultrapassa todo o bom senso e está empestada de ganância desmesuradamente desfasada da realidade legislativa.

De resto não vou perder mais tempo com este senhor e seus seguidores, pois o trabalho está feito e que foi o de pôr a nu a argumentação escondida que serviu de base a esta anedota a que ousaram apelidar de "Providência Cautelar"!.

Aqui fica o textinho do Bruno na íntegra, algo confuso, mas que lá nos oferece algumas linhas emaranhadas do seu pensamento. Espero que tentem com muita paciência chegar ao fim da leitura.

"

JC (Jorge Costa) e o Salmo d'o infinito

Depois do post ("A propósito de uma Providencia Cautelar contra o Concurso Extraordinário") extremamente insultuoso em relação ao grupo de professores que são intervenientes da providência cautelar relativamente ao Concurso Externo Extraordinário (CEE), e após ter dado a minha resposta neste meu post ("Os insultos do professor Jorge Costa..."), o Jorge Costa veio dizer (tanto num comentário no blogue do Arlindo, como num comentário ao post atrás referido), que o post e os comentários nele contidos não eram uma crítica à minha pessoa nem queria ofender-me pessoalmente, mas antes defender que "a luta pelos direitos individuais, não pode significar a eliminação dos direitos dos demais" e que  quer "combater a ideia de uma classe docente superior à outra."

Para quem leu o seu post cheio de calúnias e injúrias (e quem não leu, não aconselho a leitura), e sabendo que eu sou uma das pessoas que integram esse grupo de intervenientes da Providência Cautelar (sendo até um dos que já deu o nome, a voz e a cara na defesa dessa causa), vir agora  o colega Jorge Costa dizer que não era sua intenção ofender-me é pura demagogia, é tentar colocar "paninhos quentes" depois do mal estar feito.

Chegado a este ponto, o colega Jorge Costa respondeu a cada ponto do meu post com um novo post que intitulou "Salmo MMXIV - O infinito está na bondade das intenções" (acho realmente piada ter usado as iniciais JC, num texto a que chama de "Salmo MMXIV", tentando fazer o paralelo a Jesus Cristo; mas isso sou eu que não ligo à religião Crista, exceto em muitas ideias morais que defende; outros, cristãos convictos, podem não levar isso tão leviamente). 

Como foi usado o meu nome e as minhas palavras escritas, vou responder então a esse post, com o direito de resposta que me assiste (sim, porque aqui tudo tem a ver com direitos). Não irei é "colar" o que foi escrito e a que ponto estarei a responder (até porque será numa mistura de pontos, visto que em alguns, nem foi usada qualquer argumentação), senão este post ficaria ainda mais extenso do que já é.

Antes demais, não defendo a ideia de uma classe docente superior a outra (até porque somos todos da minha classe), mas que a lei distingue, naturalmente, as pessoas pelo seu vínculo. E é só mesmo isso que deve distinguir os dois grupos de professores, contratados ou do quadro, nada mais!!!

JC acha que a vinculação dos professores contratados não deveria ser feita atrás dos efetivos, mas antes à frente destes. Pois eu acredito que a Lei Geral da Função Pública e um dos seus princípios base (que um funcionário com vínculo efetivo tem sempre prioridade sobre outro sem esse vínculo) deve ser cumprida, pelo que nunca deveria ser assim como defende.Porque é que um professor contratado há-de concorrer à frente de do quadro, sabe explicar isso? Por já terem feito muito sacrifícios? Os do quadro também os fizeram, uns até mais que alguns contratados (estou a particularizar pequenas situações, longe de mim generalizar, sabendo que tal não é o caso).

No entanto, e de forma a que NENHUM professor contratado fosse prejudicado pela Providência Cautelar, defende-se que as vagas libertadas fossem TODAS recuperadas. Isso implica que o mesmo número de professores contratados iriam vincular! Onde é que pedir tal coisa, lutar por um direito que me assiste, tentando que ninguém saia prejudicado, é insultar alguém, como referiu? 

JC diz que eu não sei o que é a vida de um contratado, dando exemplo de vários casos e situações. Antes de mais, você não me conhece nem conhece o percurso que fiz enquanto professor contratado, já que algumas das situações que fala também as vivi. 
É verdade que tal aconteceu durante poucos anos, comparativamente a milhares de colegas, mas não é por tal que não tenho o direito de falar e dar a minha opinão. Se fosse por comparação, então teria muito mais direito a isso que o JC, visto que já é do quadro há 23 anos, enquanto eu sou apenas há 5 anos, tendo vivido o que é ser professor contratado nos tempos que correm há muito pouco tempo comparativamente a si.

Para além disso, de uma forma espontânea da minha parte (talvez pela idade mais próxima com alguns ou por certos interesses em comum), sempre me juntei mais, enquanto contratado e depois no quadro, a colegas contratados, tendo os 3 primeiros anos de "efetiva" carreira morado com 2 desses colegas, fortes e grandes amigos meus, um que já correu quase Portugal todo e se encontra agora desempregado, e outro que, pelo 2º ano, teve de ir para as ilhas trabalhar, isto também depois de passar pelo desemprego. E só falo de dois casos pessoais, de pessoas próximas que conheço, conhecendo pessoalmente centenas de outros casos.
Por isso, recuso completamente a acusação de não saber o que é isso, já que, possivelmente, saberei melhor que você!

Além do mais, volta a falar nos sacrifícios feito pelos contratados, generalizando, mas esquecendo-se que o que fala não é o que acontece ou aconteceu com todos. Sabe que, e voltando a particularizar, existem muitos professores do quadro que já fizeram muitos mais sacrifícios que outros professores contratados. 
Mas tal como disse, não se deve falar nos sacrifícios que cada um fez ou não pela profissão. Há casos de professores contratados que estariam no quadro, e não os estão não apenas por comodismo (como sempre se ataca), mas porque lhes era realmente impossível deixar o sítio onde estavam, não tendo condições para tal. Por isso sempre disse que essas decisões a cada um diz respeito, e que não pode ser por aí que se deve, alguma vez, pegar.
Mas se calhar o que JC quer é que se quantifique os sacrifícios que cada um fez e depois ordenar as pessoas por esse valor obtido? Mais sacrifícios, mais hipótese de vincular... Poupe-me com mais demagogias, por favor.

E não precisa de dizer "se calhar", é mesmo verdade que apenas entrei nos quadros da função pública na altura que entrei por haver mais de uma centena de colegas do meu grupo que não concorreram para todo o país. Foram as opções que cada um tomou sabendo as consequências que advinham daí (que concorreriam, aquando concurso interno e externo, atrás dos professores do quadro). Devem ser descriminados por terem tomado essa opção? Claro que não! Devem ser agora favorecidos por isso, podendo concorrer num concurso aberto só para professores contratados? Também considero que não.

E voltando a falar da CEE deste ano, e fazendo a comparação com a do ano passado, você acha que serão os professores que fizeram mais sacrifícios que irão ter colocação neste concurso? Já no ano passado viu-se que não, este ano acontecerá o mesmo. E também não dará resposta à Diretiva comunitária (nem sequer é um remedeio), como deveria ser realmente desejado por quem sempre defendeu essa causa e tudo fez para que fosse uma realidade cá em Portugal.

Sugere JC que não estou preocupado com os professores contratados e que, sendo cumprida a Diretiva Comunitária desde 2001,  ficaria pior nas pretensões que apresento. A isso respondo que, se a Diretiva tivesse sido logo cumprida, evitaria as salgalhadas que agora acontecem. No meu caso particular, talvez não estivesse onde estou, mas saberia que era a aplicação de uma lei justa que assim o determinava.
Infelizmente, não foi o que aconteceu. 

Vinculando agora todos os professores que têm direito pela Diretiva, essa vinculação teria de ser feita de acordo com o que disse antes (princípio base da função pública). 
Ou está à espera que, QUANDO forem ganhas as queixas derivadas do não cumprimento da Diretiva, vão retirar pessoas dum quadro para colocarem lá as outras? Sabe que não poderá ser assim, e também por isso haverão avultadas indemnizações.
Também não considero que o CEE do ano passado tenha sido justo, mas não me "ouve" a dizer que esses colegas que vincularam devem perder o seu vínculo! Chama-se a isso direitos adquiridos.

JC, quando fala no vice-versa da minha frase "não é com uma injustiça que se resolve outra injustiça" (embora a palavra "vice-versa" não é a adequada para a ideia que quer transmitir), acha mesmo que concorrendo para este concurso todos os que docentes de quadro que o desejem e sendo todas as vagas libertadas recuperadas para esse concurso, existiria alguma injustiça para os professores contratados? 

Eu não me esqueço da JUSTIÇA, mas realmente para todos, sejam do quadro ou não, e muito menos me esqueço da LEI e dos DIREITOS de cada um!
É que não se pode defender a aplicação de uma lei e de um direito, e depois ir contra a defesa de outras leis e outros direitos, como faz!

Só para finalizar, JC usou uma frase já célebre " E... Por qué no te callas!". Sobre isso tenho duas coisas a dizer:
  • Não me calo porque tenho o direito e liberdade de expressão, sobretudo quando não ofendo ninguém, e apenas quero demonstrar o meu ponto de vista e as minhas opiniões. Felizmente, não sou como quem diz-se apoiante (indo em conta o subtítulo do seu blogue) a liberdade de expressão, mas logo de seguida apaga comentários lá feitos que vão contra as suas ideias, mantendo apenas aqueles que lhe são favoráveis. Perceberia se esses comentários fossem ofensivos, mas não era o caso do meu e de alguns de que ainda tive a hipótese de ler.
  • Talvez deveria seguir o exemplo de quem tornou essa frase célebre, o Rei Juan Carlos de Espanha, e abdicar do posto de defender os professores contratados. Acredito que a maioria dos professores contratados que lerem os seus últimos posts, por certo não irão rever-se nas suas palavras. Deixe agora esse trabalho para quem o tem feito de forma exemplar, a ANVPC.



Assinado: BRUNO GOMES "

sexta-feira, 6 de Junho de 2014

Salmo MMXIV - O infinito está na bondade das intenções


Bruno do blog prof infinito afirma e defende:

Estar a lutar por um concurso interno e externo em simultâneo, havendo a recuperação de TODAS as vagas libertadas, o que implicaria sempre a vinculação do mesmo número de professores; 


JC responde:
Vinculação atrás de todos os efetivos, nos lugares que eles não quiseram! Não Bruno, obrigado, mas não! 


Acreditar que o Concurso Externo Extraordinário não resolve o problema dos professores contratados, mas antes vem trazer mais injustiças. Como já se viu em 2013, possivelmente irão vincular vários professores que muito poucos anos (ou mesmo apenas um) deram à Escola Pública, tendo a grande parte da sua graduação sido alcançada em colégios privados, ultrapassando aqueles que sempre, e durante décadas, lutaram pela qualidade da Escola Pública


JC responde: É mesmo com os colegas professores contratados que estás preocupado Bruno?! 

Defender que deveria ser aplicada a Lei Geral da Função Pública, e não criar algo que tem sido anualmente "extraordinário" (ou será antes "extraordinariamente" anual?) apenas para alguns, quem nem serão todos os que a tal mereceriam, só para tentar enganar Bruxelas

JC responde: Pois Bruno, mas se colocassem os colegas contratados onde deveriam ter ficado desde 2001 consoante foram fazendo os três anos (tal como eu defendo), acredita que talvez ficasses pior nas pretensões que apresentas!... 

Considerar que, por ter alcançado o vínculo na função pública (mesmo sabendo que pela frente estava um caminho mais ou menos penoso para percorrer), tinha uma perspetiva para o futuro e tinha criado, por isso, expetativas de concorrer em igualdade de circunstâncias com aqueles com o mesmo vínculo, e tendo apenas prioridade (existente na lei) relativamente a quem não tinha esse vínculo (ÚNICA COISA QUE DIFERENCIA OS PROFESSORES), vejo agora essas expetativas completamente defraudadas, nem sequer tendo hipótese de concorrer em igualdade de circunstâncias; 

JC responde: “expetativas de concorrer em igualdade de circunstâncias com aqueles com o mesmo vínculo, e tendo apenas prioridade (existente na lei) relativamente a quem não tinha esse vínculo”. Falas do quê, de manter os contratados sempre abaixo dos como nós efetivos? Que maldade! Quando sabes que muitos já deveriam estar nos quadros antes de ti! Isso é muito feio e mau! 

Saber inúmeros professores há muitos anos vinculados também estão em situações de precariedade, que andam de "casa às costas, sem a família, sem amigos", que encontram-se deslocados a centenas de quilómetros de suas casas e famílias, que não é o vínculo que dá a estabilidade profissional desejada, e que com este concurso extraordinário veem ainda mais diminuídas as hipóteses de poder alcançar essa estabilidade. Ou será que estes não a merecem, ou realmente pensa que tal só é vivido por quem é professor contratado?; 

JC responde: Ai Bruno, se tu tivesses passado um milésimo do que os colegas contratados passaram até aqui… Sabes, tu tiveste um salário maior do que eles e tens menos, muito menos tempo de serviço do que muitos deles. Tiveste um salário todos os dias 23 de cada mês a cair-te na conta e certinho, eles não! Tiveste emprego todos os anos sem as agruras das colocações ou não colocações anuais. Não tiveste horários de 6, 8, 12h a ganhar para pagar para trabalhar, eles sim! Não tiveste noites mal dormidas por receio de no dia 1 de setembro ires para a entrada do Centro de emprego, muitos deles, a maioria, sim caraças, sim! Não tiveste de comer o pão que o diabo amassou quando tanto precisavas de uma renovação de contrato e a Direção da tua escola te pôs fora para dar emprego aos amigos! Não te esfalfaste a trabalhar com idade avançada e sem qualquer redução por idade. Sabes o que passaram os contratados nas ofertas de escola com critérios manhosos e medições viciadas ao milímetro dos seus curriculos e as entrevistas humilhantes com respostas do tipo: "lamentamos mas não se adequa ao perfil desejado", frases estas emitidas pelas galinhas efetivas efetivamente abestalhadas pelo mísero poderzito que lhes puseram nas mãos? 
Tu não sabes isto tudo, porque se soubesses estavas calado.
 E... Por qué no te callas!

Por defender o cumprimento da Diretiva Comunitária 70/99/CE a todos que a ele têm direito, havendo de novo o real cuidado para não existirem injustiças nas vinculações; 

JC responde: Tem dó Bruno, tem dó, sabes o que significa a palavra defender sem ser até onde te convém?! Sabes o significado real desta Diretiva. Sabes que tal como tu entendo que deve ser aplicada na íntegra, mas então vai tudo a jogo, coloque-se nos quadros os contratados que fizeram três anos de serviço desde dois mil e um e depois vais concorrer com eles na mesma prioridade. então Bruno, não deveria ser assim mesmo? Eu tenho a certeza absoluta que sim! É justo, ponto. 

Por não querer diferenciar, depois da vinculação, quem sempre concorreu para todas as vagas, e aqueles que só concorrem para certas zonas, pelas razões que só a eles diz respeito (como o colega defendeu aqui), considerando que apenas a graduação profissional deveria ser considerada; 


JC responde: Já o disse e repito com a mesma convicção, aqueles que não concorreram para todo o país e por isso, só por isso nunca chegaram a efetivar devem ficar numa prioridade abaixo. Mas já pensaste que se calhar se o tivessem feito, tu não tinhas entrado no quadro e tinhas experimentado todas as agruras da lista que coloquei acima, reflexo esbatido da vida má de um professor contratado?! É justo e talvez esteja aqui parcialmente um curto ponto de concordância contigo. 

Por não insultar pessoas que não conheço, e fazer parte de um grupo que defende uma causa que acham justa, que não ficam a "ver o filme parados", que levantaram-se para lutar, sempre de cabeça erguida

JC responde: Com os termos da Providência Cautelar que defendes acabas de insultar todos os professores, teus colegas contratados. E isto não é só uma opinião, é muito mais do que isso. Lutas por ti, mas esqueceste-te da justiça para todos, sem exceção – para ti também, claro! 

Por considerar que não é com uma injustiça que se resolve outra injustiça! 

JC responde: pois não Bruno, pois não... Não te esqueças do vice-versa!


Jorge Costa (ex-professor provisório, efetivo agora, em busca da justiça para todos, nem que vá para o inferno!)

A propósito de uma Providencia Cautelar contra o Concurso Extraordinário


Nos últimos tempos tenho ouvido coisas do arco-da-velha acerca dos colegas contratados. Recuso responder a banalidades de uma certa leveza mental, sobretudo acentuada pela estupidez humana selvagem, da lógica do supostamente mais forte - o professor de quadro. Supostamente - porque na realidade o não é!

A trogloditaria da classe efetiva que anda por aí a apregoar a suposta ultrapassagem por "seres inferiores" (os contratados) no acesso às vagas. 

Que atitude tão baixa, mas condizente com o estatuto intelectual de quem emite estas barbaridades. Do género, "preocupa-me incomensuravelmente o meu bandulho e, os que vierem depois, serão escoria a abater!".

Mas que triste figura de quem por ter um canudo mal recebido, que nunca devia ter sido na mão mas na testa, com força, adequada, que reflectisse, pelo menos e em letras douradas, mais ou menos pequenas, o que por lá vai dentro!

Gente efetiva efetivamente desmunida de bom senso, que se acha acima da "ralé" contratada, esses professorzitos provisórios (segundo a nomenclatura de outros tempos) que desgraçadamente, estupidamente, impunemente, desmesuradamente, desavergonhadamente, indecendemente, criteriosamente, impossivelmente, idiotamente, lhes querem tirar o lugar de conforto do seu castelo de cartas. Que descaradamente lhes trincam a vaidade de serem efetivamente efetivos ou "afetivos" como já ouvi um dizer e não digo onde!

O orgulho de se achar mais do que os colegas contratados vem seguramente (facto clinicamente comprovado) da pequenez mental destas figurinhas dos quadros de uma qualquer banda desenhada que ninguém quer ler,, simplesmente porque de lixo se trata e aborrece pelo odor emitido...

Se fosse juiz mandava internar compulsivamente os donos destas ideias de parasitismo não assumido.

Se fosse canalha, então batia-lhes palmas e pagava-lhes jantares.

Se fosse contratado, professor claro, tratava de meter uma providencia cautelar contra a insanidade destes enquadrados que se acham no direito de xingar quem anos a fio sofreu da precariedade, do desemprego, do mal viver sem salário como eles - os efetivos, incomodados pelo desejo de estabilidade de quem tem esse direito.

Se fosse contratado, exigia respeito, se me cruzasse num ambiente informal com um desses "afetivos" talvez perdesse as estribeiras e lhe acertasse onde lhe doi mais, naquele ponto minúsculo intra-craniano, com uma bala imaterial - a do desprezo efetivo.


Jorge Costa (professor do quadro há 23 anos, ex-professor provisório, provisório também na vida, como todos.)

quinta-feira, 20 de Março de 2014

MEC E ORGANIZAÇÕES SINDICAIS APARENTEMENTE NÃO SE ENTENDEM

E FOI O FIM HABITUAL...


...TODOS DE BARRIGA CHEIA!



The End


ACABOU-SE! 

QUEM SE QUISER ILUDIR, CONTINUE A VER ESTE FILME SENTADO.

 QUEM NÃO QUISER ESSA SORTE, ENTÃO LEVANTE-SE E LUTE, FAÇA TUDO DE NOVO, MAS LUTE, LUTE E LUTE!

O EXEMPLO ESTÁ DADO, AGORA MEXAM-SE COLEGAS!!!

segunda-feira, 17 de Março de 2014

CONCURSOS E O NEGÓCIO DAS "NEGOCIAÇÕES" - UMA COMPILAÇÃO DA FARSA HABITUAL COM CONTORNOS DE PERVERSIDADE - O EPÍLOGO DE UMA LONGA HISTÓRIA.



A cozedura decorre no tempo previamente estipulado e vai em bom ritmo. O recheio da panela está adormecido... a confiar nos cozinheiros, o prato especial está para ser servido em breve. O sabor começa a generalizar-se... O tacho está a ficar uma delícia! Os comedores começam a esfregar as mãos de contentes!

Os clientes do costume são informados que podem iir começando a entrar, ir ocupando os seus lugares... os do costume. Ainda estão quentes desde da última vez!...
Os aperitivos começam a ser servidos aos convidados: un petit Filé mignon de contratado com molho a condizer. Parece que estão a gostar! 

 É dado à escolha um vinho das caves da precariedade, devidamente envelhecido, divina bebida das melhores castas, fruto do trabalho escravo dos da panela. Os convidados de honra serão os primeiros a provar!

 O cozinheiro principal, le grand chef, faz a prova de controlo para ver da necessidade de apurar mais o cozinhado. Surpresa das surpresas, a carne de contratado ao fim de horas de cozedura está dura como raio! É preciso metê-los na panela de pressão!!! já!!! - grito que se ouve no salão du restaurant des sindicalistes. La preocupation aumenta no seio da comandita de convidados VHIP (Very Hipocrisie).

 Entretanto vai chegando o patrono do jantar de gala com as suas damas de companhia aperaltadas pelas mais caras jóias do reino do faz-de-conta. Les sindicalistes de imediato lhes fazem a vénia complacente conforme o protocolo do costume. A festança está prestes a começar!

 Agora os convidados e os patronos vão trocando recuerdos em textos dourados com títulos como "A tramança do contratado", ou "Cozidos e grelhados: os sabores da precariedade", ou o mais dourado de todos, num formato simplista "As sobras são para deitar fora e os escravos são para ir junto!".


Soa o sino de última chamada dos convivas para o salão real. Conversa-se sobre a sorte dos cozinhados, com lamentos de lágrimas secas, evocando todos os sacrifícios dos enquadrados em concursos passados, para não se exagerar, sem descambar numa choradeira pelos miseráveis que estão prestes a ser comidos num banquete... realmente sindical!


 Sentam-se e vão pondo os babetes não vá sujarem-se de carne dura de contratado e das escorrências do sangue que lhes correu pelas veias durante os anos da precariedade. Acotovelam-se os enquadrados espreitando às janelas do Palácio das Laranjeiras para  para verem de perto a comezaina real. Quão abutres famintos, os comensais esperam ansiosamente que a criadagem lhes sirva as partes mais desejadas das carcaças, salivando de desejo pela miséria alheia!

 Os serviçais entram no salão nobre empunhando acima das suas cabeças as taças de prata a abarrotar com os mui almejados despojos humanos, abominavelmente comestíveis por dentes afiados dos cães raivosos.que já espumam numa habitual voracidade incontestavelmente atroz.


 Começa a comezaina! Vêem-se ossos ensanguentados dos contratados, dos cozinhados, desossados, liquidados, por um viciado jogo de dados, os malfadados, pela sorte quilhados, serem arremessados para trás das costas dos hipócritas sindicais e mais outros que tais.

 No topo da mesa a comitiva real palita os dentes pelo prazer alcançado ao ver a porca burguesia sindical satisfeita com tamanho sacrifício dos aflitos da vida. O rei barbudo grunhe entre-dentes para as damas de companhia: demos-lhes o que eles queriam!

sexta-feira, 7 de Março de 2014

FIM DE LINHA! OS PROFESSORES CONTRATADOS ESTÃO A SER COZINHADOS EM LUME BRANDO PORQUE NÃO SE MEXEM!



Atirados para uma prioridade atrás dos professores do quadro, quando em diversas situações deveriam estar à frente como já demostrei aqui:


e por aqui:


com uma solução:



Com provas dadas de que se deve fazer justiça, a todos:


O Arlindo ainda não respondeu a esta, espero que responda aos milhares que estão à espera...

E até falei de uma nova classe de professores, os espoliados, os abandonados por tudo e por todos... aqui:


Colegas contratados, que esperam que faça mais por vós, foram dez anos de intensa luta!


Num momento tão decisivo como este não acham que deveriam ir para a rua reclamar do buraco onde vos querem meter, todos, sem exceção (?):

- os vinculáveis, porque vos vão atirar para a última prioridade do concurso interno... o mesmo é dizer, para longe de casa ... O que vão ganhar a mais vai-se diluir nos gastos da distância!

- os não vinculáveis porque, mesmo com uma rima de anos vão ser os eternos contratados, os excluídos, ou mesmo os desempregados de longa duração.

Já disse tudo o que tinha a dizer, foram muitos anos...

Agora colegas contratados têm de decidir o que querem fazer: lutar ou ver a panelinha que está a ser preparada pelas federações sindicais FNE e Fenprof e outros com o MEC, ao atirarem-vos para a última prioridade com o argumento que os professores do quadro são intocáveis!

Organizem-se, vão protestar para a frente dos sindicatos de professores, vão lá exigir seriedade no processo negocial, que não vos cozinhem em lume brando!

Por mim, fico por aqui! Já o tinha dito em janeiro, e repito:

É preciso sangue novo nesta luta, e eu... bem...


Nota final: neste blog escrevi 200 textos de defesa da causa da vinculação ao longo de dois anos e meio.

Jorge Costa (Professor)

quarta-feira, 5 de Março de 2014

NA FORJA UMA NOVA CLASSE DE PROFESSORES PRECÁRIOS - OS AZARENTOS, OS SEM ESPERANÇA, OS ABANDONADOS, OS SEM... VIDA ?



Ao propor-se que só vincule quem esteve quatro anos sucessivos no mesmo grupo e com horário completo, está-se a criar uma nova classe baixa de professores, os NOVOS CONTRATADOS EXCLUÍDOS, que nem que tenham 15 ou vinte anos de serviço, ficam irremediavelmente de fora, literalmente quão náufragos abandonados no tal mar com tubarões famintos à vista.

 De facto, sabe-se que são centenas, senão milhares aqueles que apesar de acumularem anos e anos de serviço, andaram por grupos distintos (onde lhes era possível garantir emprego!) e com horários incompletos ou até interrompidos por anos no desemprego forçado. 

Professores atirados para fora ou para as margens ao longo dos anos por via das renovações injustas de candidatos menos graduados (e que agora devem vincular!) ou por outras más sortes da lotaria dos concursos resultantes de engenharias de podas curriculares.

Não querem dizer-nos que estes professores vão ser excluídos, pois não?!


É que isso nunca poderemos aceitar!


terça-feira, 4 de Março de 2014

UM DEBATE COM O ARLINDO, A DIREITO, SEM DESVIOS NEM HESITAÇÕES, EM PROL DA VERDADE!


O que despoletou esta discussão: Uma proposta que elaborei de alteração às prioridades do Concurso Interno:

http://porteduca.blogspot.pt/2014/03/quem-tem-medo-disto-um-diploma-de.html

E a este propósito o Arlindo diz:

“Um debate enviesado é o que se centra nas prioridades para o próximo concurso interno, colocando de lado a questão essencial que é saber qual o número de vagas a abrir no concurso interno extraordinário de 2015.”

Resposta:
É do meu ponto de vista essencial garantir equidade num momento em que se vão iniciar reuniões para discutir um diploma estruturante e que irá definir regras para este e para quiçá para os próximos anos. É a vida de muitos colegas que está em jogo!


O Arlindo diz:

“O Jorge Costa aborda de novo a questão da prioridades para colocar em pé de igualdade os docentes que vão vincular com os docentes já vinculados. (…)No entanto, tendo em conta que os casos em que as habilitações profissionais adquiridas posteriormente (…) para grupos nas quais não havia formação inicial (…) terão poucas vagas abertas neste concurso extraordinário é um debate pouco centrado no essencial!”

Resposta:
Arlindo, nem que estivesse um único professor nestas condições valia a pena fazer-lhe justiça. Não é uma questão de número de vagas, mas sim uma questão e tão só de elementar de justiça.


“E o essencial é saber como se vão abrir as vagas deste concurso externo extraordinário e mais importante ainda saber quais as vagas a abrir em 2015.”

Resposta:
Muito essencial, mas a coisa não termina por aqui! Se na perspetiva de algum colega contratado o que interessa é entrar no quadro e esquecer o percurso seguinte, diria que concordava contigo. 

Mas há que ver mais além, e temos de perspetivar o futuro, nomeadamente e principalmente através do acautelamento das regras dos concursos internos que se seguem. 

É claro que o ópio do momento pode turvar a mente de alguns contratados que buscam desesperadamente a ponta da corda que os tirará do precipício. Mas devem preocupar-se com o que ainda não enxergam, para cima, além da ponta de rocha onde estão pendurados. Porque para além da vinculação, tão necessária, está o caminho mais ou menos penoso para se percorrer.

Justiça nas regras do concurso como as que proponho não deviam deixar de ser aplicadas, em prol da verdade, do presente, mas sobretudo de correção de direções erradas tomadas no passado, enfim como fator de compensação por injustiças como as que tenho relatado.


“Mas, se a abertura de vagas em 2015 não for manipulada pelo MEC e as vagas pedidas pelas escolas forem todas a concurso então fica sem grande sentido esta discussão, porque quer os docentes do quadros quer os novos vinculados podem vir a ter as colocações pretendidas.”

Resposta:
Arlindo, sabes bem que não é como dizes. Por muitas que sejam as vagas (que duvido o sejam!), concurso é concurso, todos desejarão aproximar-se das suas famílias, ficar melhor do que estavam. E, claro está, nem todos ficarão onde querem. Portanto, não é como dizes uma discussão enviesada, pela simples razão que estão muitos interesses em jogo.

 Dizer o que dizes neste ponto só pode servir aqueles que querem manter o status quo à custa dos erros do passado que prejudicaram e muito quem se viu ultrapassado como já demonstrei.

 A ilusão de que "podem ser abertas muitas vagas logo a discussão perde o sentido", poderia ser interpretada como uma tentativa para fazer baixar os braços daqueles que lutam por mais justiça nos concursos de professores.

 Nem quero pensar que o disseste com essa intenção, mas o que disseste serve bem os interesses dos gostam de ouvir coisas assim, dos que precisam de manter a sua posição, a todo o custo (mas custo para os outros!).

E o Arlindo questiona-me...


Jorge Costa, já agora te pergunto duas coisas:
  •  Conheces algum docente que vinculou de forma extraordinária em 2013 que esteja mal colocado?


E respondo ...

Estamos a falar de uma situação diferente, mas também preocupante. Estamos a falar de mobilidade anual que pode ir até quatro anos, não do concurso interno de vinculação a uma escola ou agrupamento, ou um QZP.

 De facto, tal como decorreu no ano passado, em que os recém-vinculados concorreram à afetação à frente de alguns professores do quadro, foi do meu ponto de vista um erro.

Sou de opinião que a proposta que apresentei poderia perfeitamente aplicar-se também aqui, neste concurso de afetação e de aproximação à residência, ou seja, à mobilidade interna, desde que deixassem os recém-vinculados posicionados nas prioridades tal como proponho.  Em suma, igualdade de tratamento, mas com regra.


Questão n.º 2

  •     E sabes quantos docentes dos quadros de escola estão a largas centenas de quilómetros das suas casas, mesmo sendo mais graduados?


Resposta:

Sei. Por isso defendo o que defendo. Os atuais contratados não podem ser bodes expiatórios dos auto-apelidados "professores desterrados" porque não foram eles que lhes ficaram à frente. O que se passou é que a determinada altura quem era do quadro foi impedido (e mal!) de concorrer a QZP mais próximos das suas residências.

E portanto quem entrou mais tarde em QZP acabou por ser beneficiado.

 Mas por isso mesmo é que devem ir todos a concurso, os atuais QZP`s, onde se incluem os recém-vinculados e os outros professores do Quadro que o quiserem fazer, mas de acordo com as prioridades que propus, para evitarmos enviesamentos nada recomendáveis como no passado.

 Tal situação só poderá ir avante no próximo ano, não sem que, no corrente ano, deixem concorrer todos os que assim o pretenderem, quer à aproximação à residência quer à afetação, mas como disse, nas prioridades que propus.

 Ou seja, o problema dos "desterrados" seria ultrapassado provisoriamente no corrente ano e definitivamente no próximo.

 Valia a graduação profissional nos termos que enunciei e estas prioridades.

Pensem nisso!


Nota final:

Suspeito que esta discussão vai continuar!...

E é saudável que continue, com clareza, a bem da justiça para todos, senão, com penumbras, nunca existirá!




Jorge Costa